Na década de 80, o termo empreendedorismo social começou a se popularizar nos Estados Unidos, com a ajuda de Bill Drayton, eleito um dos 25 melhores líderes norte-americanos em 2005. Essa forma de fazer negócios parte do princípio de que os profissionais são capazes de mudar a realidade, criando soluções para problemas de larga escala e gerando transformações socioeconômicas.

Desde então, cada vez mais iniciativas buscam criar negócios que trabalhem com um propósito social, movimento incentivado pelo próprio mercado. De acordo com um levantamento do Fórum Econômico Mundial de 2020, para os millenials, geração predominante na força de trabalho, o objetivo mais importante de uma empresa deve ser “melhorar a sociedade”.

Entendendo o empreendedorismo social

Ainda que não exista um entendimento único sobre o empreendedorismo social, de forma geral, o conceito está relacionado ao ato de empreender ou inovar com o objetivo de alavancar causas sociais e ambientais. A meta é transformar uma realidade, promover o bem-estar da sociedade e agregar valor com cunho social, tendo ou não fins lucrativos. 

Um empreendedor social produz bens e serviços que irão impactar positivamente a comunidade em que ele está inserido e solucionar algum problema ou necessidade daquele grupo. Apesar de poder ter retorno financeiro, os empreendimentos sociais analisam seu desempenho a partir do impacto social gerado por sua atuação. 

Vale ressaltar que, apesar de apresentarem muitas similaridades,empreendedorismo social e negócio social não são sinônimos. Pesquisadores da área esclarecem que a noção de empreendedorismo social traz um ponto de vista mais amplo ao entender esse tipo de iniciativa como uma forma de inovar que trabalha com um objetivo social, que pode ser desenvolvida no setor privado, no terceiro setor ou em organizações híbridas.

Dessa forma, o empreendedorismo social cria valor por meio da inovação, que gera uma transformação social. O foco não é o retorno financeiro, mas a resolução de problemas sociais e o impacto positivo. Enquanto isso, os negócios sociais seguem a lógica tradicional do mercado, porém com a ambição de gerar valor social. 

Impacto social na prática

Para que um empreendimento seja considerado social, ele precisa apostar na inovação para resolver um problema social e buscar o  desenvolvimento social, econômico e comunitário. Além disso, cinco características também são essenciais para a iniciativa: ser inovadora; realizável; autossustentável; contar com a participação de diversos segmentos da sociedade, incluindo as pessoas impactadas; e promover impacto social com resultados mensuráveis. 

Ou seja, o que difere o empreendedorismo tradicional do social é a forma de atuação em si e o forte propósito social do negócio. Um dos exemplos mais famosos é a Ashoka, organização internacional sem fins lucrativos focada em construir e cultivar uma comunidade de líderes que transformam instituições e culturas para que apoiem mudanças sociais para o bem da sociedade. A iniciativa foi criada por Bill Drayton, um dos primeiros empreendedores sociais. 

Já no Brasil, uma iniciativa parecida é a Rede Gerando Falcões, um ecossistema de desenvolvimento social que trabalha com lideranças comunitárias em favelas para acabar com a pobreza. A própria estrutura em rede ajuda as organizações parceiras a também a realizarem o empreendedorismo social através de uma gestão estratégica, transformação digital e análise de dados.

Entrando no setor 

Fora começar o próprio negócio, seguir carreira dentro do empreendedorismo social não segue um caminho tão óbvio e consolidado como em outros setores mais maduros. Por ser um ecossistema ainda em formação, não existem tantas organizações disponíveis para procurar trabalho e muitas não possuem estruturas gerenciais muito sólidas. 

Por isso, quem tem interesse em atuar dentro de uma iniciativa com propósito social precisa realizar um trabalho de exploração e investigação das possibilidades e oportunidades. Uma alternativa para conhecer melhor os negócios da área é buscar empresas que participem de programas de aceleração ou eventos voltados para o tema. 

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Contudo, por conta do propósito social com que esses empreendimentos trabalho, é possível traçar algumas características importantes para quem quer atuar na área. Os profissionais precisam lidar com mudanças constantes e imprevistos, ambientes de incerteza, conciliar interesses distintos, trabalhar em equipe e formar parcerias, saber lidar bem com as pessoas e buscar formas de trazer resultados de impacto social.  

Além disso, o profissional precisa ter flexibilidade e vontade de explorar, pois é possível que ele acabe exercendo um papel que não necessariamente é na sua área de formação, ou que sua atuação se transforme rapidamente, por conta do dinamismo e das necessidades do negócio. 

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