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Cena da Tech Fair, feira de tecnologia organizada pela Votorantim

Como a Votorantim busca olhar 100 anos a frente e preparar suas estratégias para o mercado do futuro

Por Ana Pinho

Através de autoconhecimento e programas como o 18.18, que planeja seus próximos 100 anos, o grupo forma novas lideranças e implementa novos modelos

Dos estudiosos na University of Oxford calculando que quase 50% dos empregos nos EUA correm o risco de serem automatizados aos pesquisadores do Fórum Econômico Mundial que estimam que 65% das crianças de hoje trabalharão em empregos ainda inexistentes, estimativas sobre o futuro do trabalho estão por toda parte.

O consenso geral é que colocar esse assunto em pauta é vital para todos: indivíduos, sociedades, governos e setor privado.

Pensando nisso, a Votorantim montou o programa 18.18, que tem como objetivo desenhar um plano estratégico para os próximos 100 anos e incentivar o debate sobre inovação entre a liderança.

A ideia é identificar o que vem pela frente para preparar o grupo – que tem cerca de 47 mil funcionários pelo mundo – da melhor maneira possível, num ambiente que muda numa velocidade cada vez maior.

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E se traçar estratégias já é difícil quando as cartas estão na mesa, pensar no longo (longo!) prazo envolve desafios ainda maiores, que vão de novas tecnologias a novas demandas, novos comportamentos e, naturalmente, novos talentos.

Para dar conta das reflexões, diversos comitês e grupos de estudo foram organizados sob a tutela da Academia de Excelência Votorantim, uma universidade corporativa que forma lideranças e inclui as nove empresas do grupo.

O resultado é um programa dividido em cinco movimentos anuais e que começou em 2016, quando tratou da importância de uma cultura de alta performance.

Em 2017, foi a vez de tecnologias emergentes e novos padrões de consumo, como realidade aumentada, inteligência artificial e impressão 3D, discutidos na Tech Fair, uma feira aberta ao público que aconteceu em abril.

Em comum entre as 400 pessoas que integram o 18.18 está a vontade de se preparar para uma nova realidade, que virá de qualquer jeito – e transformá-la em vantagem competitiva.

“Todos estão saindo da zona de conforto com essas mudanças”, resume Luciana Torres Pereira, coordenadora da Academia.

Como a Votorantim debate o futuro

Já que novas ideias estão em todos os lugares, é preciso ter disciplina e organização tanto para escolher o que é de fato relevante quanto para implementar novos modelos na prática.

Para organizar o processo, a Votorantim montou grupos de trabalho primários que pesquisam novidades, buscam tendências e trocam ideias em suas redes de contato – um bom ponto de partida para empresas de qualquer porte.

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Após uma discussão inicial, os assuntos são constantemente validados por comitês de liderança, que têm representantes de cada empresa do grupo. “A cada ação, reunimos os grupos de trabalho de cada empresa e alinhamos tudo”, explica Luciana.

As discussões do 18.18 vão além de grandes eventos e já reverberam em outras partes da companhia, como nos programas de formação de lideranças e desenvolvimento de jovens talentos.

“Dentro de módulos da Academia, incluímos alguns temas como olhar para inovação, negociação e influência e futuro do trabalho”, diz ela. A ideia é conhecer melhor assuntos importantes, desenvolver novas habilidades e provocar reflexões. “Será que minha função vai existir em três ou dez anos?”, exemplifica.

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O que um jovem profissional pode fazer

Luciana destaca que nem todas as mudanças têm necessariamente ver com avanços tecnológicos. No dia a dia de trabalho, o que ela costuma ver são profissionais assumindo novos desafios, além daqueles que já tinham.

É por isso que uma das apostas da Academia Votorantim para desenvolver a liderança é algo que está ao alcance de todos: o autoconhecimento, que traz consigo resiliência e a capacidade de adaptação a novos cenários.

“Nós preparamos os líderes de dentro para fora porque sabemos que todos que estão ali são bons tecnicamente, mas agora precisamos desenvolvê-los para que se sintam seguros para enfrentar mudanças”, fala a coordenadora.

Além de conhecer seus pontos fortes e fracos – algo que o Na Prática explica como fazer aqui –, Luciana tem outras recomendações para interessados em se preparar para liderar num mercado já em transformação.

“Que é importante estudar e estar sempre antenado, nem precisa dizer!”, começa. Também é fundamental que o jovem saiba ouvir, tenha flexibilidade e, principalmente, paciência. 

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