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Como é o trabalho de um gerente regional de lojas?

Por Rafael Carvalho

Há dezoito anos na Casa & Vídeo, gerente regional de lojas fala sobre o crescimento na rede de lojas fluminense e a carreira no mundo do varejo

Em 2015, Jorge Luiz de Moraes Souza, gerente regional de lojas na Casa & Vídeo, completou dezoito anos de casa – um feito raro que destoa das estatísticas nacionais. Considerando todas as faixas etárias, o tempo médio que um brasileiro permanece trabalhando na mesma empresa é de seis anos e dez meses, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para quem não conhece a fluminense Casa & Vídeo, trata-se de uma das líderes de vendas no estado do Rio de Janeiro com atuação nos setores de utilidades domésticas, ferramentas, climatização e eletroportáteis.

Hoje, em um cargo gerencial, ele só vê vantagens em ter trabalhado na mesma empresa por tanto tempo. Elas vão do crescimento na carreira à internalização da cultura da companhia, passando também pela possibilidade maior de aprendizado.

Carreira Jorge começou a trabalhar no setor de varejo aos 17 anos, em um comércio próprio da família. “Aprendi sobre varejo com a barriga encostada no balcão”, ele brinca. “Ter passado pela loja da minha família foi o que me estruturou dentro dessa carreira que eu quis seguir. Eu gostava muito de estar em contato direto com uma diversidade grande de pessoas, tanto os clientes como os fornecedores”, completa.

Ficou lá por quatro anos, quando assumiu o cargo de vendedor junior em uma drogaria carioca. Seu trabalho era buscar formas de vender perfumes e medicamentos na rua, de casa em casa, fora da farmácia. Logo foi convidado para assumir a subgerência de uma das filiais da drogaria e, em um ano e meio, já era gerente da loja.

O cargo de liderança lhe rendeu lições importantes sobre gestão: “Para montar qualquer estratégia, tomar qualquer decisão, você tem que estar voltado primeiramente para pessoas que trabalham com você. Primeiro olhe para a equipe, e depois, junto com essa equipe, olhe para o cliente.”

A posição de gerente regional

Hoje, como gerente regional de lojas da Casa & Vídeo, essa é uma de suas principais funções. “Na minha atividade, eu presto muita atenção no nosso funcionário, que chamamos aqui de associado. Para montar a melhor equipe possível, você precisa entender as pessoas que trabalham para você, quais são suas dificuldades, e só assim você estará preparado para atender o cliente final”, resume.

Foi com a intenção de motivar a equipe que que ele criou o “Mandando Bem”, um projeto interno que envolve as lojas Casa & Vídeo sob a responsabilidade de Jorge. Assim, cada gerente leva para as reuniões estratégicas o seu funcionário de maior destaque, que é reconhecido através de um diploma e medalha pelo seu bom resultado.

Na empresa, existem outros três profissionais com o mesmo cargo de Jorge. Das 91 lojas que compõem a rede, 22 estão sob sua responsabilidade. Isso quer dizer que seu trabalho é tomar conta dessas lojas em todos os níveis.

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“A primeira preocupação, claro, é com performance. Eu preciso garantir que cada uma dessas unidades dê resultados. Nós temos metas a cumprir, não só em relação a vendas, mas também serviço e atendimento”, ele explica. “Meu trabalho é ser um facilitador disso, e trabalhar junto com essa equipe específica de cada loja”.

Respondem para ele cerca de sessenta gestores, entre gerentes e sub gerentes de unidades Casa & Vídeo em cidades como Rio das Ostras, Macaé, Araruama e Cabo Frio. A responsabilidade principal do gerente regional é dar condições para que esses gestores entreguem, nas lojas em que trabalham, os resultados que a companhia precisa. “Se os resultados não estão bons, eu ajudo essa equipe a traçar um plano de ações, me coloco à disposição para ajudar”, conta.

Dessa forma, sua rotina envolve visitas às lojas – cerca de duas por dia – e muitas reuniões. Como as unidades que cuida estão distribuídas por nove municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro, e até mesmo no interior, isso representa não só um desafio logístico, mas também em relação à variedade cultural: tanto de clientes como de estilos de trabalho.

Esses desafios, no entanto, servem de motivação para Jorge. Se ele não liga de passar grande parte de seu tempo se locomovendo de uma cidade para outra? Responde que não, porque ama o que faz – o que ele considera, inclusive, condição necessária para se conseguir bons resultados em qualquer lugar. “Para se dar bem no varejo, você precisa gostar do que faz, e no fundo isso quer dizer que você tem que gostar de pessoas”, conclui.

 

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