Um Projeto: Fundação Estudar
setor de pagamentos

Como é trabalhar em pagamentos, setor que mescla finanças com alta tecnologia

Por Suria Barbosa

O Na Prática conversou com Marcelo Bella, diretor da NTK, fintech do setor de pagamentos, sobre trabalhar em uma indústria permeada pela tecnologia. “Assim como Matemática e Português são importantes para entrar no mercado atual, conhecimento de lógica tecnológica também é.”

O mundo do trabalho está sendo transformado pelas novas tecnologias. Profissões serão extinguidas e outras surgem com frequência. Porém, mais do que novas funções, a tecnologia mudou a forma de trabalhar. É o que diz Marcelo Bella, diretor de produtos, novos negócios e marketing da NTK, fintech de pagamentos criadora da plataforma Pay&Go, com quem o Na Prática conversou.

No setor de pagamentos, em específico, no qual atua e atuou em boa parte da sua carreira, Marcelo percebe uma tendência em pensar mais no usuário. Antes, pensava-se muito no produto, hoje a necessidade do usuário ganha. “As soluções mudaram muito e elas passam a incorporar essa visão tecnológica de forma muito forte”, diz.

Leia também: 10 conhecimentos tecnológicos que todos precisam ter para o mercado do futuro (e do presente!)

Para os profissionais em geral, a transformação exige atenção e curiosidade. A tecnologia passou a fazer parte necessária do mercado, afirma o diretor de novos negócios. “Se não entende que essa dimensão existe, você fica muito deslocado dentro do mercado”, completa ele. Isso não quer dizer que todo mundo tenha que ter conhecimentos avançados de programação, por exemplo – embora um pesquisador do MIT ache o contrário. Mas, sim, acompanhar as questões tecnológicas e se inteirar de seu uso quando forem ligadas a sua área.

Trabalhar no setor de pagamentos

A NTK, cujas estruturas giram em torno da tecnologia (até pelos serviços e produtos que provêm), o interesse nesse campo é quase um requisito. “É uma escola enorme para quem quer aprender, mas tem que ter um pouco de interesse”, explica o diretor. Há cerca de um ano, a fintech passou a atender o cliente final com mais frequência, e isso abriu o leque para profissionais que não atuam em tecnologia.

Mesmo para quem entende de tecnologia, Marcelo aponta interesse, automotivação e curiosidade como qualidades importantes para entrar nesse mercado. “Tem coisa que a gente faz hoje que foi desenvolvido há seis meses, não deu nem tempo de entrar em nenhuma faculdade”, diz. Ao mesmo tempo, o profissional precisa ter uma grande capacidade analítica para filtrar em meio a tudo que surge. Basicamente, avaliar se é algo de “risco, oportunidade ou neutralidade” e agir a partir da conclusão.

Apaixonado pela indústria de pagamentos, o administrador vê três pontos cruciais que fazem dela tão atraente. O mix de tecnologia, finanças e contato com usuário é uma especificidade de trabalhar com pagamentos – ou melhor, com o consumo.

“Estamos presentes na vida do consumidor o tempo inteiro e, do outro lado, presentes na vida do lojista e do prestador de serviço. Estamos muito inseridos na vida de todo mundo. Isso é muito humano.”

Baixe grátis o e-book Fintechs, Startups e Novas Empresas do Setor Financeiro

“Potencial de revolucionar”

De acordo com Marcelo, as maiores empresas do mundo atualmente se voltam para o setor de pagamentos, principalmente por conta de seu alto potencial de revolucionar. Não só pelo próprio serviço, “pela informação que você tem através dele, da capacidade de influência e de conhecimento do consumidor final através do que ele compra e consome”, completa ele.

Por isso, a empresa, que conta com cerca de 160 funcionários busca inovar, “até por uma necessidade do negócio”. Há times internos que pensam em soluções customizadas e específicas, por exemplo.

“A gente tem quase um mantra de sempre buscar entender a necessidade do cliente e achar uma solução. Invariavelmente, essa solução passa por alguma inovação, seja ela desenvolver algo ou fazer de uma forma diferente”, explica Marcelo.

O que achou do post? Deixe um comentário ou marque seu amigo