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cultura de uma empresa

Por que a cultura de uma empresa importa em 4 pontos

Por Suria Barbosa

Sócia da consultoria estratégica McKinsey & Company destaca highlights de uma pesquisa com mais de mil organizações. Entre os principais resultados, a cultura organizacional de uma companhia faz toda a diferença – até em relação ao lucro.

“O que separa as organizações com melhor desempenho do resto? Uma estratégia inteligente? Produtos superiores? Pessoas melhores? Talvez sim – por um tempo – mas qualquer vantagem desaparece se não for construída sobre algo mais fundamental. Algo que permite que uma vantagem competitiva se sustente e cresça com o tempo. Esse algo é a cultura.”

A frase é de Carolyn Dewar, sócia da consultoria estratégica McKinsey & Company – especializada em programas de transformação de cultura de larga escala.

Mas por que a cultura de uma empresa importa tanto? Segundo a especialista em artigo no site da consultoria, importa porque ela está ligada ao quê os profissionais fazem e a como fazem. Embora em uma uma mesma indústria, o quê as pessoas fazem possa não diferir drasticamente, organizações de alta performance se diferenciam em como fazem.

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Leia também: Como (e porque) investir na cultura organizacional de uma startup

Além disso, cultura também tem a ver com porque as pessoas fazem o que fazem. Como um iceberg, inclui comportamentos observáveis e tudo que não é facilmente notado: mentalidades e crenças compartilhadas que influenciam a maneira como se comportam.

“Qualquer um que tente entender a cultura de uma organização deve reconhecer que a maior parte do que importa não pode ser visto com facilidade”, destaca Dewar.

Por que a cultura de uma empresa importa em 4 pontos

#1 A cultura tem relação com o desempenho

Com base em uma pesquisa da McKinsey com mais de mil organizações (e mais de três milhões de indivíduos), aquelas com as “melhores” culturas (medição realizada de acordo com o Índice de Saúde Organizacional da consultoria) oferecem retorno 60% maior do que as medianas e 200% mais alto do que aqueles inferiores.

#2 A cultura é particularmente difícil de copiar

O atual ritmo – acelerado – de inovação das empresas significa que os produtos e modelos de negócios enfrentam uma constante ameaça de se tornarem obsoletos. “Nesse contexto, a vantagem competitiva final é uma cultura saudável que se adapta automaticamente às condições de mudança para encontrar novas maneiras de alcançar o sucesso”, explica Dewar.

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#3 A cultura benéfica permite que a organização se adapte

Em um mundo onde a única constante é a mudança, a cultura se torna ainda mais importante porque as organizações com culturas saudáveis e de alto desempenho prosperam. O contrário também é verdade: culturas tóxicas não respondem bem às transformações. De acordo com a pesquisa da McKinsey, cerca de 70% das transformações falham, e 70% dessas falhas têm relação com questões de cultura organizacional.

#4 A cultura tóxica leva à baixa performance… ou pior

Ao longo do tempo, não só as culturas tóxicas fomentam desempenho sem destaque, como podem levar a empresa à ruína, segundo a especialista. “Manchetes diárias atestam, a cultura pode derrubar gigantes corporativos.”

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