Um Projeto: Fundação Estudar
Equipes de três fintechs brasileiras

Por dentro da carreira nas fintechs brasileiras

Por Ana Pinho

Do fundador do Nubank ao jovem que trocou os grandes bancos para criar uma fintech de microsseguros, entrevistamos os principais players das startups financeiras do Brasil para entender o que existe de tão diferente nessas empresas

É um dia qualquer de 2016. Quantas vezes você usou seu celular hoje? Seu computador? Seu cartão do banco? Aplicativos e plataformas digitais seguem transformando setores como mobilidade urbana, saúde, segurança e gestão pública, integrando funções e ferramentas que facilitam o dia a dia dos usuários. Era questão de tempo, então, até que surgisse algo no setor de serviços financeiros.

O movimento é encabeçado pelas empresas chamadas de fintechs. O termo vem do inglês financial technology e está em franca ascensão no Brasil. Segundo relatório publicado em 2016 pelo FintechLab, especializado em América Latina, o país já tem mais de 130 empresas do tipo. Um número substancialmente menor que as cerca de 2 mil americanas, mas um começo notável.

Extremamente inovadoras, as empresas que vêm desbravando esse campo no país também têm despertado interesse e curiosidade dos consumidores. De crowdfunding a empréstimos peer-2-peer, passando por cartões de crédito, pagamentos móveis e educação financeira, as fintechs formam uma indústria repleta de subdivisões.

A ideia por trás costuma ser tornar transações mais eficientes, principalmente através da redução de intermediários e custos e da automação de análises. O foco na experiência do usuário também é fundamental.

Num país dominado por poucas instituições, o resultado acaba criando também uma chance de democratização do setor. Renan da Costa Rego, gerente de aceleração da Artemísia, que seleciona fintechs com potencial de impacto social, destaca que cerca de 40% dos brasileiros não têm acesso a serviços financeiros em geral.

“Os dois pilares principais para ter impacto no Brasil são a diminuição do custo de transação e o acesso à informação, já que não adianta ter acesso ao serviço sem educação financeira agregada”, explica. “Há diversos modelos de negócios que diminuem a condição de vulnerabilidade, como uma fintech de microsseguros para população de baixa renda, por exemplo.”

A Tô Garantido se enquadra nessa categoria. “Queria algo que fizesse sentido no final. Diante disso, passei a estudar alguns modelos de negócios de impacto social e de microfinanças. Dentro deles, a gente encontrou nos microsseguros um grande potencial de negócio em um mercado ainda com muito por atingir no Brasil”, explica o fundador Felipe Cunha em entrevista concedida no começo do ano ao Na Prática.

O potencial, segundo Felipe, é realmente gigantesco: estima-se que mais de 100 milhões de pessoas no Brasil nunca tenham tido uma apólice de seguros. Não é só uma questão de oportunidade, mas de estratégia: hoje ele vende seguros que começam com um valor mensal inferior a 10 reais, indo na contramão da política de precificação promovida pelas grandes seguradoras. E ele não é o único ex-funcionário de um grande banco a trocar a carreira corporativa pelo universo das fintechs.

Empreendedorismo 

Ao oferecer também ferramentas para pequenos empreendedores, o setor potencializa o desenvolvimento de novos negócios no país. Na plataforma de empréstimos BIVA, por exemplo, é algo que fica claro diariamente.

Acelerada pela Artemísia, a BIVA fez sua primeira operação em abril de 2015 e já soma 8 mil pedidos de empréstimo. Após uma triagem inicial automatizada, mais de quatro mil deles passaram para a fase seguinte, momento em que a equipe conduz uma nova análise. O processo acaba em poucas horas. No primeiro semestre de 2016, 250 empréstimos foram liberados.

“O que mais ouvimos de quem toma o empréstimo é: ‘Qual é a pegadinha aqui?’”, ri Paulo David, cofundador e diretor de operações da empresa. “Esse cara é maltratado pelo que há no mercado hoje, tem pouca flexibilidade de acesso a crédito e, quando tem, as taxas são muito altas. Ao tratar o empreendedor de maneira justa e transparente, com taxas baixas e uma boa user experience, o deixamos super contente.”

Quando Paulo situa a BIVA em oposição aos grandes bancos, o que quer dizer exatamente? É porque a empresa aposta em uma modalidade diferente de empréstimo, chamada de ponto a ponto, ou peer-to-peer lending (P2P). É um termo crucial para entender as inovações trazidas por fintechs como essa. 

Paulo David - BIVA


Paulo David, cofundador da BIVA [divulgação]

‘Peers’, no caso, são pessoas como eu e você. E P2P é a relação comercial que pode acontecer entre nós, sem empresas ou fornecedores envolvidos, e intermediada por plataformas bastante sofisticadas. É a lógica que permite que você alugue o meu apartamento pelo Airbnb, contrate meus serviços pelo GetNinjas ou pegue uma carona comigo pelo BlaBlaCar. E também que você forneça ou pegue empréstimos pela BIVA.

Como as fintechs têm quase todos os seus processos online, podem oferecer o serviço final por um preço mais barato que as instituições financeiras tradicionais, já que não há gastos com intermediários. Assim, credores podem ter retornos mais elevados do que teriam ao simplesmente investir o dinheiro na poupança. E para quem toma o empréstimo, as taxas de juros também são mais baixas.

Inscreva-se no Curso Por Email: Como iniciar a carreira no Mercado Financeiro

Desafios das fintechs

De sua experiência na Artemísia, Renan da Costa diz que um ponto crucial na trajetória das fintechs é delinear a estratégia de entrada no mercado. “Todo mundo é relativamente novo e forte, mas precisa atrair o usuário, ter um modelo que pare em pé e que possa escalar”, diz. “É preciso gerar uma proposta de valor muito clara e isso é difícil.”

David Vélez, cofundador e CEO do Nubank, concorda. “A grande dificuldade é fazer o salto de algumas centenas de clientes para milhões. É a parte mais difícil para qualquer fintech do mundo.”

A regulamentação e burocracia brasileiras também são citada como ponto de atenção. É preciso estar de acordo com as regras promulgadas pelo Banco Central e, não raro, ir lá explicar seu negócio para evitar problemas futuros. “Você está ‘preso’ a algumas regras e precisa passar por elas para dar segurança ao cliente final”, explica Alan Chusid, à frente da área de business da contro.ly. 

No mercado desde 2015, a empresa tem cerca de 30 funcionários e atende 10 mil clientes com uma solução para contas corrente. Através de um cartão pré-pago, são oferecidos muitos dos mesmos serviços de um banco, exceto crédito: é possível fazer saques, transferências, pagamentos de contas e compras internacionais no débito. A responsabilidade é levada a sério. “Não é uma brincadeira. Se por acaso nós quebrarmos, o dinheiro não pode desaparecer”, resume.

De maneira geral, o governo parece caminhar para facilitar o caminho das fintechs, e os investidores já perceberam esse quadro positivo. “Funding não é problema, porque está todo mundo querendo investir nelas”, brinca Renan. O FintechLab estima que as startups brasileiras captem R$ 450 milhões até o fim de 2016 – e só a BIVA já tem mais de 5 mil investidores.

“Quando conversávamos com investidores, nosso pitch era só o seguinte: somos a primeira fintech de peer-2-peer lending do Brasil”, diz Paulo David. Atualmente, a BIVA oferece ganhos de até 20% ao ano. 

O resumo bastou para conquistar David Vélez, que se tornou sócio da empresa. “A oportunidade de peer-2-peer lending é bem grande no Brasil”, explica ele, que seleciona uma ou duas fintechs por ano para investir como forma de fortalecer o setor. “Gosto de participar da criação desse ecossistema no país.”

Quando o próprio David começou o Nubank, em idos de 2013, o cenário era outro. Ele lembra que, quando apresentou sua ideia de uma nova emissora de cartão de crédito a investidores brasileiros, não conseguiu nada. Precisou buscar capital em fundos de investimento no Vale do Silício. “Eles estão muito mais acostumados com isso por lá, então estudaram o mercado e decidiram investir”, explica.

Fundadores do Nubank


Os fundadores do Nubank: Edward Wible, Cristina Junqueira e David Vélez [divulgação]

O mercado era mesmo propício. “Fiquei impressionado com a quantidade de tarifas e juros pagos pelos clientes brasileiros. Não há outro país no mundo com taxas tão altas”, lembra ele, que nasceu na Colômbia e se formou na Universidade Stanford, nos EUA. Outro ponto importante na hora de decidir pela área foi o crescimento do acesso à internet e das compras online, que frequentemente exigem um cartão de crédito.

O empresário vislumbrou então a oportunidade de criar uma das primeiras fintechs do Brasil: uma nova instituição financeira, que utilizasse canais 100% digitais e focasse em oferecer a melhor experiência possível para o cliente. Hoje, são centenas de milhares de usuários pelo Brasil (ele não revela o número exato). Outros 450 mil estão na fila de espera.

O trabalho nas fintechs brasileiras

Dados do FintechLab também revelam que uma em cada cinco fintechs brasileiras tem mais de 20 funcionários. O próprio Nubank, maior case de sucesso do país, tem 340. Um deles é Eduardo Duarte e Araújo, que trabalha como analista de experiência do cliente.

Formado em Relações Públicas, ele já era usuário quando visitou a empresa e tinha viajado da mineira Salinas para atuar como facilitador do Imersão Marketing, programa de carreira do Na Prática. Ao mesmo tempo, buscava um novo emprego que o inspirasse.

Gostou tanto do que ouviu na apresentação que, em janeiro de 2016, se mudou para São Paulo e começou a trabalhar no local. “Nós atendemos os clientes para entender o que pode ser melhorado, tanto na comunicação quanto no aplicativo, e fazemos sugestões ao time”, diz sobre a sua função na empresa. “O objetivo é que o app resolva sozinho a maioria dos problemas, mas as pessoas ainda estão se acostumando com a tecnologia.”

Reuniao nubank brasil


Reunião no escritório do Nubank Brasil [Instagram]

O ambiente é típico de uma startup: informal, horizontalizado, com foco na entrega de resultados e em instigar o sentimento de dono em cada um (o escritório todo roxo da empresa, inclusive, tem dado o que falar). “Não temos as divisões tradicionais de departamentos e até evitamos ter”, continua Eduardo. “Tem engenheiro fazendo o mesmo serviço que eu, físico trabalhando com design. O mais importante é ser bom naquilo que você faz, não necessariamente sua formação.”

“Numa startup, é tudo diferente”, fala Alan Chusid. “Nas outras empresas em que trabalhei, você fica muito no seu quadrado. Aqui, tem suas obrigações e também precisa pensar no que pode fazer para melhorar resultados, diminuir custos, ter vantagens competitivas. É uma vida intensa de aprendizado holístico. Se não prestar atenção no todo, não vai dar certo.”

Baixe o ebook: 8 áreas do mercado financeiro – qual é para você?

Para ele, as fintechs provaram que suas estruturas funcionam. “É possível baratear os custos de qualquer transação financeira e deixar tudo mais rápido”, explica. “Pelo celular, você pode tomar crédito na BIVA, pedir seu cartão de crédito no Nubank ou abrir sua conta corrente no contro.ly ao responder três perguntas. Isso gera muito valor que, atrelado aos benefícios que cada uma busca entregar, é a receita para o sucesso.”

O tamanho reduzido intensifica a jornada de trabalho. Faz tempo que sábado virou dia útil na startup, que tem sede no espaço de coworking Cubo, e não existe horário de entrada ou saída. “Na contro.ly existe comprometimento e pressão, então é preciso estar tranquilo com isso”, esclarece.

A reunião semanal que reúne os funcionários é quando a horizontalidade se faz mais presente. “Todos ouvem, dão opiniões e sabem de tudo. Às vezes a solução de marketing sai da cabeça do programador, por exemplo. É um processo totalmente aberto”, diz Alan. “São muito motivados e esse é o grande ponto.”

Do zero

Plataformas de market place, aplicativos, modelos de análise de crédito e de relacionamento com clientes, uma série de algoritmos complexos… As soluções são inovadoras e, consequentemente, muitas fintechs precisam construir suas tecnologias praticamente do chão. Por isso, atrair talentos é fundamental.

David, que acabou recrutando uma parcela de estrangeiros para o Nubank, admite que encontrar bons desenvolvedores e cientistas de dados ainda é um desafio no Brasil. A equipe heterogênea que montou, no entanto, é motivo de orgulho pessoal.

“Temos uma cultura de pouco ego e poucos títulos, em que não importa se a melhor ideia é do vice-presidente ou do analista”, diz ele. “As pessoas trabalham duro e querem fazer parte de um projeto que, como alternativa viável no setor financeiro, tem grande potencial na sociedade brasileira.”

Começar do zero também tem suas vantagens. “Uma startup não tem medo de ser disruptiva”, resume ele, empregando um conceito explicado mais a fundo nesse texto. “É como uma página em branco. Especialmente numa fintech, em que a tecnologia tem um papel muito importante, podemos ver o que existe no mundo para montar nosso produto enquanto bancos utilizam tecnologia dos anos 1970.”

Leia também: Como é trabalhar com inovação no mercado financeiro

Perfis para as fintechs

A horizontalidade também é igualmente importante para Paulo David, que trabalha com outras 15 pessoas na BIVA. “No fim do dia, gostamos muito do que fazemos e temos bastante liberdade e autonomia. Poderíamos ser engravatados na Avenida Faria Lima, mas estamos no Brooklin numa casa com piscina.”

Ele aponta dois perfis de funcionários: o nerd de computador e o apaixonado por mercado financeiro. Em comum, ambos têm a vontade de romper com o que existe hoje. “Temos três princípios na hora de contratar: a pessoa precisa ser boa tecnicamente, transparente e estar alinhada com nossa cultura”, explica. “Como compramos brigas com muitos caras grandes e oferecemos palco aos colegas, não dá para ser alguém conformado.”

Dan Cohen pensa de maneira similar. Um dos empreendedores mais experientes do setor, trouxe seus mais de 15 anos de vivência como investidor e seu próprio algoritmo de match, que atesta a compatibilidade entre cliente e linha de crédito, ao criar a F(x) – lê-se éfe de xis –, uma plataforma que busca democratizar e estruturar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas.

Dan lidera uma equipe enxuta: são nove funcionários. “Quem quer ver inovação no mercado financeiro acaba migrando para fintechs”, diz. “E aqui não tem muita gente para supervisionar, então a pessoa precisa saber como tocar um projeto sozinho. Por isso gosto de gente que corre atrás e pensa fora da caixa. Caso contrário, você acaba repetindo o modelo tradicional.”

A equipe da F(x)


A equipe da F(x): o fundador Dan Cohen é o mais alto, ao fundo [divulgação]

A visão da F(x) é nobre: mostrar ao empreendedor qual o melhor empréstimo que poderia fazer, com os juros mais baixos. Para isso, reúne em uma só plataforma as ofertas de crédito de diferentes bancos – principalmente os de médio porte, que muita gente nem conhece –, organizando-as de maneira que cliente e credor possam se encontrar.

A ideia veio de observação natural. “Reparei que todas as empresas trabalhavam com quatro ou cinco bancos e essa falta de acesso tornava o crédito curto, caro e pouco otimizável”, explica.

Dan foi afinando seu próprio algoritmo, que hoje está na versão 317, e a proposta de construir “uma espécie de Amazon” para ofertar crédito no país. O sistema faria o trabalho bruto de analisar as informações financeiras do futuro tomador e encaminhá-lo para a instituição mais adequada. Assim, os bancos economizam tempo e dinheiro na prospecção de clientes e o empreendedor resolve seu problema com mais agilidade, além de ter a garantia de estar fazendo o melhor negócio.

Com menos de um ano de funcionamento, a startup acumula mais de 120 milhões de reais em ofertas de créditos e já tem 65 instituições participantes. “Os bancos me diziam: ‘Se eu puder substituir um gerente pela sua plataforma, quero participar’”, lembra ele. “E a aderência dos clientes acontece porque resolvemos um problema gigantesco. Afinal, você prefere falar com cinco instituições ou com sessenta e cinco? É o tipo de inovação que resolve um problema – e o que não falta é problema para resolver.”

É comum, no mundo das fintechs, que grandes inovações surjam exatamente da experiência (ruim) do próprio fundador com os bancos tradicionais, o que vem soando como um alerta para essas insituições, que reagiram investindo em setores de inovação mais parrudos.

Em 2009, o americano Louis Beryl tentou sem sucesso conseguir um empréstimo para ajudar a pagar a mensalidade de seu MBA em empreendedorismo na Universidade de Harvard. A resposta negativa, no entanto, lhe rendeu o insight para um novo modelo de negócios.

Com um diploma em Engenharia Financeira pela Universidade de Princeton e prestes a entrar em uma das mais prestigiadas escolas de negócios norteamericanas, Louis sabia que seu currículo lhe garantia uma alta probabilidade de devolver o dinheiro que estava pedindo, porém os bancos não estavam muito interessados em seu LinkedIn.

A experiência levou o jovem executivo a criar a Earneststartup que oferece pequenos empréstimos individuais com base em fatores de mérito e apostas no potencial profissional dos jovens que precisam do dinheiro. A Earnest não pode ser considerada propriamente um banco, e em nada se parece com um. O escritório abriga uma equipe pequena e segue uma combinação de arquitetura e design casuais, típicos de startups, bastante diferente dos grandes bancos em que Louis havia trabalhado antes de empreender – ele tem passagem pelo Morgan Stanley, Deutsche Bank e o hoje inexistente Lehman Brothers.

Leia também: Conheça os jovens executivos que estão reinventando a indústria financeira

Futuro do mercado

David classifica o produto do Nubank – que atingiu a marca dos três milhões de interessados sem investir em marketing – como o primeiro cartão de crédito viral do mundo. “Produtos financeiros costumam ser chatos, ninguém acorda pensando na chegada do cartão de crédito”, ri. Mas o cartão roxo de fato encantou os brasileiros e há quem o tire da carteira com muito capricho, feliz com o objeto.

Não é só a recepção que impressiona: a idade média dos funcionários de fintechs, na faixa dos 26 anos, é marcante. “Quando paramos para ver, é até um pouco difícil acreditar que estamos construindo um banco”, confessa Alan Chusid. “Mas é tanta coisa para fazer que não nos damos ao luxo de ficar olhando.”

Para Paulo David, o trabalho também pode ser motivo de orgulho pessoal. “Adoramos as histórias dos empreendedores e, vira e mexe, somos convidados a conhecer os negócios”, conta. “Emprestamos para uma escola para crianças superdotadas, por exemplo, e fizemos uma visita no dia da feira de robótica financiada pelo empréstimo. Gostamos muito dessa proximidade.”

Além do setor em que atuam, as fintechs contatadas pelo Na Prática têm outra coisa em comum: todas pretendem expandir em breve. Algo a se pensar. 


O que achou do post? Deixe um comentário ou marque seu amigo