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boa comunicação

O que é ter uma boa comunicação?

Por Suria Barbosa

Uma boa comunicação interpessoal é um desafio, principalmente porque as pessoas têm a tendência a superestimar suas habilidades aqui, segundo a ciência. Entenda quais são os principais elementos para ser um comunicador eficiente.

O que é ter uma boa comunicação? A definição não é simples e, por natureza, os seres humanos tendem a superestimar suas capacidades aqui, principalmente quando interagem com conhecidos. É o que mostrou um estudo da Escola de Negócios Booth, da Universidade de Chicago. Em um dos experimentos, pesquisadores organizaram conversas em dois tipos de dupla: pessoas que eram próximas e desconhecidos. Como resultado, ficou claro que não havia diferença substancial no nível de compreensão entre os dois contextos. No entanto, em ambos os casos, os interlocutores tendiam a ter uma visão inflacionada de quão boa havia sido sua comunicação – e isso era ainda mais exagerado no caso de conhecidos.

“Ao nos comunicarmos com pessoas que conhecemos bem, fazemos pressupostos sobre o que eles entendem – pressupostos que não ousamos fazer com estranhos”, explica o doutor em Psicologia Clínica e autor de “Inteligência Emocional 2.0” Travis Bradberry, em artigo no site Entrepreneur. Segundo ele, o fenômeno é bem conhecido pelo campo – tanto, que tem até uma denominação específica. Trata-se do “viés de comunicação com proximidade”.

Então, de volta à pergunta inicial:

 

 

O que é, afinal, ter uma boa comunicação?

A comunicação interpessoal tem diversas funções, como informar, interagir, persuadir, motivar, comandar, expressar emoções… Qualquer uma delas busca um tipo de conexão com o outro – em maior e menor nível, estimulando diferentes pontos do contato, etc. Na medida em que se atinge tal objetivo, pode-se dizer que houve uma boa comunicação.

Porém, conseguir isso envolve uma série de variáveis – desde, de fato, o objetivo da interação, até as diferentes personalidades envolvida e contexto da interação. “Grandes comunicadores inspiram. Eles criam uma conexão real, emocional e pessoal”, afirma o especialista. “E estabelecem essa conexão por meio do entendimento das pessoas e da capacidade de falar diretamente às suas necessidades, da maneira que estão prontos para ouvir”, conclui ele.

A importância de ouvir

Não é à toa, então, que uma boa comunicação interpessoal passa pela capacidade de realmente ouvir o outro – algo conhecido como “escuta ativa”. Vai muito além de apenas ouvir as palavras que o outro fala, mas sim prestar atenção no tom de voz e na velocidade com que se fala. Se possível, também na linguagem corporal. O que, de fato, está sendo dito? Parece que algo não está sendo dito?

“Se alguém estiver falando com você, pare todo o resto e ouça completamente até que a outra pessoa termine de falar”, indica Travis. “Quando você estiver em uma ligação, não escreva um e-mail. E se você se encontrar com alguém, feche a porta e sente-se perto da pessoa.” Não só vai ser mais fácil pegar as “dicas” que o interlocutor passa, como sua dedicação àquela interação vai ajudar a criar uma conexão com o outro, que é exatamente o próximo ponto.

O foco é criar conexão

O doutor em psicologia retoma uma fala da escritora Maya Angelou para ilustrar a importância de se conectar em um nível mais profundo com o interlocutor.

“As pessoas esquecerão o que você disse e fez, mas nunca esquecerão como você as fez se sentir.”

Criar conexões profundas é complexo, mas pode começar com vulnerabilidade.

Em uma das cinco TED Talks mais vistas no mundo inteiro, a doutora Brené Brown explica o poder de ser e de se mostrar vulnerável. “Vulnerabilidade é basicamente incerteza, risco e exposição emocional”, define ela.

 

Embora o mundo atual não privilegie, e até desencoraje a vulnerabilidade, ela é muito importante na hora de criar relacionamentos, pois fomenta identificação, empatia e confiança. Não é muito mais difícil se conectar com pessoas que não transparecem nenhuma emoção ou fracasso?

Não existe receita

Tanto a capacidade de escutar ativamente, como a de se conectar com diferentes pessoas, exigem um traquejo de interpretação do outro e adaptação. Não existe receita, parte de ter uma boa comunicação é, na prática, ter essa flexibilidade, algo possível de desenvolver à medida em que você presta atenção em todos os pontos acima, com frequência e dedicação.

 

Faça o teste e descubra seu estilo de comunicação!

O que pesa mais na hora de tomar decisões?
Confio bastante na minha intuição.
Confia bastante nas minhas emoções e sentimentos.
Confio bastante em lógica e dados.
Confio bastante nas minhas análises minuciosas da situação.

Correto!

Errado!

Fico muito mais propenso a ser convencido se…
A pessoa que tenta me convencer tem controle e sabe sobre os detalhes e especificidades.
A pessoa que tenta me convencer aponta números e dados relevantes.
A pessoa que tenta me convencer expõe seus verdadeiros sentimentos e se importa com o que demonstro.
A pessoa que tenta me convencer mostra ter uma boa visão do todo e do contexto macro.

Correto!

Errado!

Escolha a frase que mais faz sentido para você:
A forma com que as pessoas se comunicam frequentemente me mostra certa falta de inteligência emocional.
Gosto quando as pessoas com que me comunico focam no contexto maior da situação e não se perdem em detalhes, muitas vezes desnecessários.
Acho que as pessoas se comunicam de forma exageradamente emocional, preferia que se baseassem mais em fatos.
É mais interessante, para mim, quando os outros mostram ter interesse por detalhes ou conhecimento dos pormenores do que falam.

Correto!

Errado!

Imagine que você tem o chefe ideal, como é a comunicação dele?
Ele foca em resultados e números reais, e gosta de quem aponta dados e fatos.
Ele foca no todo, evita ficar preso a detalhes, e vai direto ao ponto.
Ele foca no processo, detalhes e prazos e gosta de planos bem feitos.
Ele foca na conexão com os outros, quer saber como se sentem e tem linguagem emocional.

Correto!

Errado!

Sou mais criativo quando...
Possuo muitas informações e conhecimento sobre um tema.
Parto de uma necessidade, minha ou dos outros.
Tenho um processo de ideação linear e estruturado, com base em fatos e dados.
Dou ouvido à minha intuição, não preciso de muitas informações para ter ideias.

Correto!

Errado!

Em conversas de trabalho, qual das frases abaixo você mais costuma falar?
"Afinal, qual é o ponto?"
"No que você está se baseando para falar isso?"
"Quem mais está envolvido?"
"Qual é o próximo passo?"

Correto!

Errado!

De forma geral, como você estrutura sua fala?
Vou priorizando informações de acordo com a reação que sinto do meu interlocutor.
Falo de forma linear, trazendo o passo a passo gradativo dos assuntos.
De forma estruturada, atrelando ao que tenho de dados relevantes.
Não estruturo, vou direto ao ponto para passar a mensagem principal.

Correto!

Errado!

Não gosto muito de...
Conversas acaloradas e pessoais.
Conversas exaustivas, com muitos detalhes desnecessários.
Conversas vagas, com poucas informações sobre o contexto.
Conversas frias, que se limitam a fatos e dados.

Correto!

Errado!

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