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Fórmula 1

Emprego dos sonhos na Fórmula 1 aceita brasileiros – inscreva-se!

Por Suria Barbosa

A Petronas, fornecedora de combustível da equipe da Mercedes-AMG, busca engenheiros ou físicos para trabalhar no laboratório dentro do box da F-1. As inscrições estão abertas até 7 de outubro.

E se por dois anos o seu escritório fosse literalmente dentro do box da equipe Mercedes-AMG na Fórmula 1? A PETRONAS, fornecedora de combustíveis para a equipe tetracampeã mundial na F-1, está recrutando um profissional para a vaga de trackside fluid engineer (engenheiro de fluidos) por meio da sua subsidiária PETRONAS Fluid Technology Solutions.

Engenheiros e físicos do mundo todo podem se candidatar para fazer parte da equipe de suporte técnico nas pistas de corrida. “É a vaga dos sonhos para quem é apaixonado por F-1”, diz o diretor de marketing da PETRONAS no Brasil, Antônio Augusto Santos. A empresa optou por não divulgar o salário oferecido.

A rotina do selecionado vai seguir o ritmo da equipe do piloto Lewis Hamilton. O escolhido vai passar dois anos acompanhando a Mercedes-AMG na temporada de corridas.

Os engenheiros da PETRONAS operam em um laboratório compacto dentro do box da equipe fazendo análises de combustível e fluido em tempo real fazendo ajustes para melhora de performance do motor, de acordo com cada pista de corrida.

Atualmente a equipe é composta por dois homens: um italiano e um malaio, funcionários de carreira da empresa, selecionados por meio de recrutamento interno.  “Como temos uma política de oxigenação dos nossos quadros, era hora de fazer contratação externa ”, diz Santos.

Segundo o executivo, há internamente na empresa o desejo de que um brasileiro – ou brasileira – conquiste a vaga, já que o país é o terceiro principal polo de atuação da PETRONAS (que é a estatal de petróleo da Malásia) depois do Sudeste Asiático e da Europa.

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A disputa pela oportunidade profissional promete ser acirrada. Abertas desde o dia 7 de julho, as inscrições serão recebidas até o dia 7 de outubro e mais de 2,5 mil profissionais já mandaram seus currículos, tanto pela página da empresa no LinkedIn ou pelo e-mail: fluideng2019@pli-petronas.com. Depois dos malaios, os profissionais brasileiros são os candidatos mais numerosos.

Com tanta procura, foi preciso criar um algoritmo para a primeira triagem de currículos, levando em conta os principais requisitos técnicos: formação em engenharia mecânica, química, automotiva (ou curso correlato) ou em física; inglês fluente, dois anos de experiência de trabalho em uma área relacionada; conhecimento geral de tecnologias de lubrificantes (motos e caixa de direção) e combustíveis.

Na segunda fase da seleção, o foco é a atitude dos candidatos, fator de maior peso, segundo Santos.  “Buscamos uma pessoa extremamente analítica, curiosa, com capacidade de adaptação e muito focada também para conseguir gerir um laboratório dentro do box”, diz.

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Quem for selecionado vai passar o primeiro ano como assistente sendo treinado para assumir como líder no ano seguinte. “Esperamos terminar a seleção em meados de novembro para que o escolhido comece a trabalhar em janeiro de 2019. ”  A primeira parada é na Inglaterra.

Neste ano de 2018, o engenheiro malaio Nasri Shafie está sendo treinado pelo italiano Salvatore Shembri, que em 2019, vai deixar a equipe para trabalhar como engenheiro sênior na unidade de Turim da Petronas. O escolhido nessa seleção vai entrar como assistente de Shafie.

“A chance de efetivação depende única e exclusivamente da performance do profissional”, diz o diretor de marketing. Depois do período de dois anos acompanhando todas as corridas da F-1, o engenheiro será alocado numa das unidades de PETRONAS pelo mundo. A empresa tem operações em mais de 80 países.

No Brasil, há fábrica em Contagem (MG) onde em setembro,  será inaugurado um novo centro de desenvolvimento de produtos.

 

Esta matéria foi originalmente publicada pela Exame.

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