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Desafiante estátua de menina lembra Wall Street (e todos nós) sobre papel da mulher no mercado de trabalho

Por Rafael Carvalho

Escultura é manifesto de uma das maiores gestoras de investimentos do mundo pela urgência de se promover maior diversidade de gênero no mercado de trabalho. E você, o que vai fazer a respeito?

Nesta terça-feira, na véspera do Dia Internacional da Mulher, o tradicional touro de Wall Street ganhou outra companhia em bronze: a de uma jovem menina que o encara desafiante.

A escultura, batizada ‘Menina Sem Medo’, está lá para lembrar não só os investidores que passam por ali, mas todos nós, sobre o papel das mulheres na liderança dos negócios

Esta foi uma forma de chamar a atenção para a falta de diversidade de gênero nos conselhos de administração das empresas e para a diferença salarial das mulheres que trabalham em serviços financeiros, segundo uma porta-voz da State Street Global Advisors – empresa que contratou a artista Kristen Visbal para criar a obra.

Com aproximadamente 2,5 trilhões de dólares, a empresa é a terceira maior gestora de investimentos do mundo, e também deve enviar cartas às outras 3500 empresas em que investe instigando-as a tomar ações afirmativas de inclusão feminina – especialmente em seus conselhos.

“Acreditamos que a boa governança corporativa é resultado de uma liderança forte, eficaz e independente”, disse Ron O’Hanley, presidente e diretor executivo da SSGA. “Um fator chave para a liderança independente e eficaz é a diversidade de pensamento da diretoria (…). Hoje, pedimos às empresas que tomem medidas concretas para aumentar a diversidade de gênero em seus conselhos, e estamos dando orientações claras para ajudá-las a começar.”

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O caminho a ser percorrido

O argumento da organização é claro: buscar mais mulheres na liderança não é apenas a atitude certa – é também a que traz melhores resultados financeiros.

O’Hanley menciona um estudo da MSCI, empresa que fornece insights sobre investimentos, mostrando que as empresas com uma quantidade maior de mulheres na liderança (3 ou mais diretoras) são mais lucrativas: obtiveram um retorno sobre o patrimônio de 10,1% ao ano, contra 7,4% das demais.  

Mas os números também mostram que aqui e lá fora ainda há muito a ser feito. Hoje, apenas 11% das CEOs de grandes empresas brasileiras são mulheres – se considerarmos o comando financeiro das empresas, ou seja, a posição de CFO, a porcentagem continua a mesma. Mais da metade das empresas brasileiras não possuem sequer uma mulher em posição de liderança.

No mundo, apenas 9% dos CEOs são mulheres, e um terço das empresas não possui mulheres na liderança sênior. O que podemos fazer sobre isso?

#MulheresNaPratica

Como a SSGA buscou evidenciar com a intervenção artística em Wall Street, esse cenário demanda ação. E é juntando-se ao esforço de diversas outras organizações que o Na Prática lança, no Dia Internacional da Mulher, a campanha #MulheresNaPratica.

Acreditamos que a inspiração e o compartilhamento de histórias é uma parte importante do empoderamento feminino e da conscientização da necessidade de mais mulheres em posições de liderança.

Por isso, a partir do mês de março, publicaremos matérias especiais sobre liderança feminina e contaremos a história de mulheres com carreiras inspiradoras, líderes em suas áreas de atuação e que têm transformado o mercado.    

A partir de hoje, você pode acompanhar esse conteúdo aqui no portal e no nosso canal do YouTube, e também compartilhar suas próprias histórias com a hashtag #MulheresNaPratica, mostrando para o mundo o poder das mulheres na liderança!

 

Dica do Na Prática:

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