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executivos dando aperto de mao

Como entrar: consultoria Bain & Company

Por Tiago Mittraud

Consultores da empresa dão dicas aos jovens profissionais que têm interesse em ingressar na consultoria

Para entrar na empresa de consultoria Bain & Company, é preciso se preparar. Segundo Daniela Carbinato, consultora da empresa, o processo seletivo é bem particular, extenso e exigente. São duas provas escritas – contendo algumas questões do GMAT e outras sobre cases de negócios –, além de dinâmica de grupo e seis entrevistas, também baseadas em cases.

“É impossível se preparar de um dia para o outro. Não é que vá cair um conteúdo que você nunca viu, mas a prova exige uma agilidade que requer treino. As questões do GMAT, por exemplo, podem parecer básicas para quem estudou exatas, mas cada uma precisa ser respondida em 1,5 minuto, o que é um tempo bastante curto”, diz Daniela.

Sabendo disso, ela apostou no estudo prévio para ganhar fôlego para a prova. “O site Join Bain tem simulados online de preparação. Através deles, você se familiariza com a linguagem e os gráficos usados na seleção, o que te ajuda a ser mais rápido na hora de responder. Se você nunca os viu antes, pode demorar mais tempo para interpretá-los”, afirma.

Exigência para consultoria Bain

Nas entrevistas, o objetivo da Bain não é testar como o candidato lida com o estresse. “Claro que existe pressão como em qualquer seleção, mas os entrevistadores são simpáticos e já demonstram uma postura colaborativa que é muito forte na empresa. Eles querem entender como você adere aos seus valores e abrem espaço para que mostre o seu melhor.”

Caio Dafico, consultor associado da Bain, destaca que para resolver os cases é essencial ter uma base analítica forte. “Não adianta só saber fazer conta, é preciso identificar rapidamente como abordar um problema matemático ou lógico. Para isso, você tem que ter uma ideia de estruturação de cases, o que só se consegue com estudo prévio e muita leitura”, afirma.

“Não conheço ninguém que tenha passado sem estudar nada. A régua dos candidatos é alta, e o nível de preparação de todos é muito bom”, diz Rafael Martines, que trabalha na Bain desde 2008 e atualmente está fazendo um dual degree (MBA e MIA) em Columbia University. “Li vários livros e treinei para a entrevista com um consultor associado da própria Bain.”

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