Como as cidades brasileiras podem ajudar os empreendedores?

Descubra quais as melhores capitais para abrir um negócio de acordo com o ranking de cidades empreendedoras desenvolvido pela Endeavor

Endeavor Brasil, de , em 24.11.2014
pessoas trabalhando em ambiente casual [shutterstock]

Quais são os fatores mais importantes para o desenvolvimento do ambiente empreendedor das capitais brasileiras? Em que áreas gestores públicos e organizações de fomento deveriam focar esforços para impulsionar o crescimento de empresas? Como ajudar empreendedores a escolher a cidade com as melhores condições para seu negócio? Essas são algumas das perguntas que o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) pretende responder.

Lançado pela Endeavor Brasil, o estudo traz uma verdadeira radiografia sobre o potencial do ambiente empreendedor de 14 capitais brasileiras. O objetivo do estudo é “aprimorar o debate sobre o fomento ao empreendedorismo no Brasil”, afirma Juliano Seabra, diretor geral da Endeavor. O Índice de Cidades Empreendedoras é baseado em metodologias internacionais e analisou mais de 50 indicadores, divididos em sete pilares: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, inovação, infraestrutura, capital humano e cultura empreendedora.

A capital do empreendedorismo
Quem lidera o ICE 2014 é Florianópolis. O segredo está no planejamento. Há 30 anos, a capital catarinense, uma região com poucas empresas até então, provavelmente não imaginaria atingir um resultado tão expressivo. O estudo mostra que os investimentos em educação e inovação, que começaram com a criação da Universidade Federal de Santa Catarina, trazem resultados concretos no longo prazo, partindo da ideia de que as universidades e empresas devem estar o mais conectadas possível. O desafio de Florianópolis é oposto ao da segunda colocada, São Paulo: garantir para as empresas locais um grande mercado consumidor.

O centro econômico do país
A força e o dinamismo da economia da cidade de São Paulo garantem a ela a segunda posição no índice final. A cidade com mais primeiros lugares lidera nos determinantes de mercado, acesso a capital e inovação. Dinheiro não falta na capital paulista: São Paulo têm o 10º maior PIB do mundo, lá estão 60% dos investimentos em capital de risco país e o Estado é o que mais gasta em inovação, 4,5% do orçamento anual. Por outro lado, garantir educação de alto nível para a população, custos mais acessíveis e boa qualidade de vida são alguns exemplos das áreas críticas da cidade.

A força e o dinamismo da economia da cidade de São Paulo garantem a ela a segunda posição no índice final.

A importância do foco em aspectos chave
Vitória e Curitiba estão, respectivamente, na terceira e quarta posições do ICE 2014. Essas cidades ocupam as primeiras posições em dois dos indicadores com mais peso no estudo – a capital paranaense em infraestrutura e a capixaba, em capital humano. Apesar de não serem grandes destaques em muitos dos indicadores analisados, apresentam resultados sólidos na maioria deles, o que também garante à elas os primeiros lugares no índice final. A distância para Florianópolis e São Paulo está no alto nível alcançado pelas líderes em diversos aspectos.

O Norte-Nordeste conta com a cultura empreendedora
para crescer As regiões norte e nordeste, que apresentam desempenhos inferiores na maioria dos indicadores, tem duas grandes vantagens que podem ajudar empreendedores a crescer: uma cultura muito forte e favorável ao empreendedorismo e um crescimento econômico robusto. Se essas cidades souberem aproveitar esse momento para criar condições melhores para empreender, o reflexo deverá ser visto nos outros indicadores no futuro.

O diferencial está no planejamento
Todas tem pontos positivos e muitos desafios pela frente. O segredo está no planejamento. No curto prazo, as cidades provavelmente teriam mais facilidade em melhorar a burocracia, corrigir volumes de investimento e garantir resultados mais efetivos no incentivo à inovação. Por outro lado, aspectos de cultura e capital humano são mais difíceis de transformar e precisam de mais tempo para serem trabalhados. Embora seja tentador concentrar esforços em aspectos que apresentem resultados rápidos, um bom planejamento requer uma visão de longo prazo, como mostra Florianópolis.

Clique aqui para ver o estudo completo realizado pela Endeavor