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Homem apresenta dados em reunião de trabalho

A ascensão meteórica de um diretor comercial na ALL

Por Cecília Araújo

Eduardo Fares acumulou conhecimentos e investiu em cursos para aprimorar competências que ainda não tinha. Assim, conseguiu subir rapidamente na empresa

Eduardo Fares é um exemplo de carreira meteórica movida pela meritocracia. Com apenas 33 anos, é diretor comercial da ALL (América Latina Logística), maior empresa independente de logística da América Latina.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Eduardo escolheu a graduação por já estar de olho nas oportunidades futuras: percebeu que havia uma preferência por engenheiros nas posições de destaque do mercado financeiro, além, é claro, da aptidão pelas ciências exatas.

Já sua escolha pela área de infraestrutura tem a ver com as oportunidades resultantes da demanda por investimento e bons projetos. O que não quer dizer que ele não veja obstáculos no setor. “Hoje temos uma série de limitações regulatórias e institucionais que inibem, retardam e às vezes até inviabilizam a maior parte dos projetos do país”, diz.

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Uma empresa, vários cargos

Eduardo ingressou na ALL por meio do programa de trainee em 2003 e, desde então, galgou posições de destaque em diferentes áreas da empresa. Em 2004, foi analista de produção, chegando a coordenador de produção em 2005. Dois anos depois, já era gerente de execução, evoluindo para superintendente da unidade de negócios e granéis em 2009, e diretor comercial em 2011.

Para ele, acumular competências e investir em cursos para suprir outras que ainda não tinha foram fundamentais para sua ascensão profissional. Além da formação como engenheiro, fez MBA em Gestão de Negócios na fundação Getúlio Vargas (FGV) e cursos de Financial Management na Stanford University e Senior Executive Program na London Business School.

[Eduardo Fares, diretor comercial da ALL]

A ligação forte com a empresa onde fez carreira se deve à identificação de Eduardo com os pilares da ALL e a grande curva de aprendizagem resultante de uma crescente delegação de responsabilidade. “Na ALL, o único diferencial para remuneração, promoção e evolução rápida das pessoas é a meritocracia. Com oito anos de companhia, virei diretor aqui dentro. Sem meritocracia você não consegue manter os grandes talentos no médio prazo”, diz.

Segundo ele, há muitos chefes jovens na empresa, e os projetos exigem muito mais responsabilidade de seus gestores do que o mercado normalmente exige de um profissional não tão experiente. Eduardo mesmo passou pelo maior desafio da sua carreira muito jovem, com 25 anos. Ele conta que, em 2006, 70% da produção da empresa circulava no norte do Paraná, através do setor ferroviário, e um acidente de trem derrubou a maior ponte que dava acesso ao porto de Paranaguá, interrompendo o processo de transportação por algumas semanas.

“Criamos uma estratégia emergencial usando outros modais, uma estratégia de guerra para conseguir transportar a carga, e eu fui responsável por essa força de trabalho, que demandou muita criatividade e esforço, com muito risco. Foi uma das grandes escolas que eu tive aqui dentro”, conta.

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O perfil da equipe, segundo o diretor comercial

O diretor acredita que o maior desafio de um cargo de liderança é recrutar, formar bem a equipe e manter os bons talentos na empresa. Boa parte de seu trabalho se resume a fazer gestão de pessoas, isto é, construir e manter um bom time confiante e animado. Conquistar essa façanha, no entanto, não é tarefa fácil.

Eduardo se baseia em três premissas para alcançar seu objetivo: o candidato tem que ser tão ou melhor preparado quanto ele era na época em que aplicou para um cargo equivalente, precisa ser automotivado e apto a sucedê-lo. “Procuro pessoas que eu não precise motivar, que não sejam executores, mas corram com suas próprias pernas. Prefiro contê-las do que empurrá-las”, explica.

Aos interessados nessa área, Eduardo tem três conselhos: pautar sua vida à carreira por um bom projeto, pensar sempre no médio prazo e ter uma postura adequada não à sua atual função, mas à que você quer ter um dia. “Nunca pautei minhas decisões por vaidade profissional ou por um reajuste salarial. Sempre olhei mais à frente e vi que na ALL eu teria um retorno de carreira e remuneração. O jovem profissional tem uma ansiedade inerente, mas, se ele tiver um objetivo para o médio prazo, consegue pautar suas decisões por um projeto, e não por dinheiro.”

Esta reportagem faz parte da seção Explore, que reúne uma série de conteúdos exclusivos sobre carreira em negócios. Nela, explicamos como funciona, como é na prática e como entrar em diversas indústrias e funções. Nosso objetivo é te dar algumas coordenadas para você ter uma ideia mais real do que vai encontrar no dia a dia de trabalho em diferentes setores e áreas de atuação.

 

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