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Capa de A Cauda Longa

“A Cauda Longa”, por Chris Anderson

Por Rafael Carvalho

Para Chris Anderson, editor da revista “Wired”, o futuro do mercado está no nicho. Todo mundo pode achar de tudo – e consumir de tudo – e isso é bom para as empresas

A cauda longa do título é a curva básica de demanda por um bem ou serviço, em que o eixo vertical se refere à popularidade de um produto e o eixo horizontal, aos produtos disponíveis. A cabeça da curva são os bens mais populares, os hits e bestsellers (poucos produtos com alto volume de vendas), enquanto a “cauda” é composta pelo resto do catálogo (diversos produtos de nicho com baixo volume de vendas).

E o subtítulo da obra, “Como escolhas infinitas estão criando demandas infinitas”, entrega. Para Chris Anderson, editor da revista “Wired”, o futuro do mercado está no nicho. Todo mundo pode achar de tudo – e consumir de tudo – e isso é bom para as empresas.

Nesse cenário, o sucesso tem uma cara diferente. Ao invés de vender milhões de unidades de uma única coisa, é possível vender dezenas de produtos diversos de maneira distribuída e, em conjunto, atingir uma grande quantidade de pessoas.

Para Anderson, essa transição se deve aos consumidores digitais e às novas tecnologias, que transformaram tanto o jeito de consumir – pense nos filtros ou sugestões de sites de compras – quanto de estocar produtos.

Ou seja, agora que podem encontrar itens cada vez mais afinados com seus gostos pessoais, sejam músicas na loja da Apple ou ladrilhos estampados na Amazon, as pessoas naturalmente se afastam do que é feito para as massas em busca de coisas que estejam em sintonia com suas preferências.

Entre as estratégias de Anderson para conseguir firmar o pé nesse novo mercado estão coisas que muitos hoje tomam por básicas na hora de fazer escolhas online, como permitir que os consumidores avaliem os produtos, oferecer tipos diferentes de preços e apostar em versões gratuitas e demos, por exemplo.

Também vale lembrar que na época em que o livro foi publicado, em 2006, as companhias que prestavam serviços personalizados citadas por Anderson eram a Quickflix e o Rhapsody. Hoje seriam, respectivamente, Netflix e Spotify. É sempre bom lembrar que coisas mudam – e depressa.

“A Cauda Longa” está disponível em português

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