Imagine uma cidade em que você acorda de manhã, sai para caminhar e depois consegue trocar o seu esforço por um ingresso para utilizar no cinema. E imagine ainda que essa prática ajude o país a economizar bilhões de reais todo ano.

Parece sonho? Nada disso. Trata-se da ideia vencedora do Hackatech 2021, uma maratona de programação voltada para jovens que premiou 3 grupos que inovaram na criação de possíveis futuros empreendimentos brasileiros.

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Realizado pela Fundação Estudar com o apoio de empresas de tecnologia, a disputa contou com 297 inscrições de todo o Brasil e foi considerada um sucesso pelos organizadores e pelos estudantes participantes.

Representante da Shawee, uma das empresas que ajudaram o projeto, Murilo Negreiro parabenizou as equipes e as ideias de negócios que têm potencial par a impactar a vida de todos na sociedade.

“Nós queremos fazer desse tipo de evento algo cada vez mais democrático, disponível para pessoas de todo o Brasil”, destacou ele. “São oportunidades de aplicar conhecimento e melhorar o seu contato profissional. É muito comum que os hackathons estejam mais voltados à programação, mas é a criatividade que se destaca aqui, podendo se relacionar também com a internet das coisas, robótica, entre outras áreas”.

A seguir, conheça as ideias vencedoras.

#1 – Citizen Reward

Com o objetivo de reduzir as contas públicas, diminuir o sedentarismo e melhorar o acesso das pessoas a espaços de cultura, nasce a Citizen Reward. Com um sistema simples, em que as pessoas podem trocar atividades físicas por crédito no transporte público e em eventos culturais, a empresa pretende contribuir com a sustentabilidade do Brasil

“O aplicativo depende da realização de ações consideradas “boas” por parte da população”, explica Antônio Caetano, representante da equipe vencedora. “Para tanto, aderimos a ideia de incentivo público para motivar a realização de tais atitudes, como uma forma de investimento futuro feito pelo governo.”

Confira abaixo como a ideia funcionaria na prática:

A equipe do Citizen Reward é formada por Antônio Caetano, Gabriel Cruzati, João Pedro Rocha, Lucas Oliveira e Pedro Cardoso – todos de Governador Valadares, em Minas Gerais.

#2 – VAPI

Segunda colocada na competição, a VAPI é uma empresa que pretende criar um dispositivo que ajuda pessoas com deficiência visual a fazerem compras de uma maneira muito mais fácil.

A ideia do grupo é levar a VAPI para empresas com comércio online para que elas possam se tornar mais inclusivas, a partir da tecnologia de APIs do Google. De acordo com Mauro Moledo, a ideia surgiu porque a equipe queria, desde o princípio, criar um projeto voltado a acessibilidade.

“Acreditamos que a VAPI está ficando tão prática que vai servir para vários usos, talvez alguns que a gente nem consiga imaginar no momento”, diz Mauro. “Por exemplo, além de ajudar cegos e pessoas com baixa visão, a VAPI parece uma boa alternativa para pessoas com transtornos de aprendizagem, dislexia e dificuldades motoras. Em um contexto onde o Whatsapp é usado por mais de 120 milhões de pessoas no Brasil, é comum que as pessoas sejam quase que obrigadas a aprender a usar o aplicativo para se comunicar.”

Confira abaixo como a ideia funcionaria na prática:

A VAPI é uma ideia dos estudantes Kim Carvalho e Mauro Moledo, de Niterói; Oliver Galvão, de São Paulo; Maria Eduarda Freitas, de Salvador; e Arthur Mendes, de Fortaleza.

#3. AUS

Em um momento no qual a maioria das pessoas está precisando como nunca da saúde pública no Brasil, a Assistente Universal de Saúde (AUS) surge para resolver um problema que afeta diversos setores: o gerenciamento de informações.

A ideia do grupo é centralizar dados de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde para tornar os atendimentos mais rápidos e assertivos em toda a rede. Com o AUS, todos teriam a acesso a prontuários, receitas, históricos de saúde – tanto os médicos quanto os pacientes.

Segundo Guilherme Branco, o interesse em melhorar a integração tecnológica das informações na saúde surgiu porque o grupo queria agir em um ponto onde o impacto dessas ações de centralização fossem mais poderosas.

“Creio firmemente que a mais urgente reforma para que propostas como o AUS possam ganhar espaço no setor público não é infra-estrutural, mas sim estrutural, consistindo na inclusão mais vasta e ativa de profissionais capacitados nos setores de tecnologia trabalhando exclusivamente para o governo na implementação de políticas públicas dessa natureza.”

Confira abaixo como a ideia funcionaria na prática:

O AUS é uma ideia dos estudantes Lucas Oliveira, Guilherme Branco e Gustavo Chevrand, todos do Rio de Janeiro.

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