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O que importa (ou não) nos candidatos, segundo recrutadores

Por Rafael Carvalho

Na hora de conseguir um novo emprego, qual critério conta mais: notas da faculdade, identificação com a cultura da empresa ou experiência profissional?

O que importa mais: boas notas na faculdade ou identificação com a cultura da empresa? Entusiasmo conta mais pontos do que demonstrar sólido conhecimento da indústria ou segmento de atuação da empresa?

Pesquisa com mais de 1,4 mil recrutadores e profissionais da área de recursos humanos nos Estados Unidos pelo site de empregos Jobvite tratou destes e de outros temas, como presença e atitude nas redes sociais e a importância de títulos de graduação.

Confira a seguir os temas que são mais e menos importantes durante o processo de recrutamento e os aspectos dos candidatos vistos como positivos ou negativos:

Carta de apresentação: Em uma escala de 1 a 5, sendo 5 muito importante, 63% dos recrutadores atribuem às cartas de apresentação – mais frequentes no mercado de trabalho norte-americano e europeu –  grau de importância 1 ou 2.

A média de notas na faculdade: A sigla G.P.A (do inglês grade point average) refere-se à média das notas dos estudantes na universidade e é usada como instrumento de classificação e ranqueamento, sobretudo por instituições de ensino. No entanto, para 57% dos recrutadores, esta média é pouco importante, entre 1 e 2, na escala de importância de 1 a 5 apresentada pela pesquisa (em que 5 é muito importante).

Identificação com a cultura da empresa: Para 88% dos recrutadores, a identificação de um candidato com a cultura organizacional é crucial, grau 4 ou 5 na escala de importância de 1 a 5 estabelecida pela pesquisa, sendo que 5 é muito importante. Na divisão por setor, o de hospitalidade é o que mais dá valor para este aspecto: 96% dos recrutadores classificaram a adaptabilidade à cultura organizacional entre 4 e 5 na escala.

Experiência prévia: A trajetória profissional de um candidato é muito importante para 87% dos recrutadores entrevistados, que classificaram o item entre 4 e 5 na escala de medição da pesquisa, sendo que 5 é muito importante.

Referências: As referências profissionais dos candidatos são importantes para 51% dos recrutadores entrevistados, que atribuíram grau de importância entre 4 e 5, na escala crescente de 1 a 5, definida pela pesquisa. O levantamento mostra também que 78% dos recrutadores acreditam que as referências são fundamentais e efetivas para encontrar os melhores candidatos.

Habilidades na área de exatas, tecnologia e ciências: Para 48% dos recrutadores conhecimentos e habilidades nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática importam bastante, classificados entre 4 e 5, na escala de 1 a 5, sendo que 5 é muito importante.

Títulos de pós-graduação: São mais valorizados nos setores de educação e de saúde. Na área educacional, 52% dos recrutadores atribuem muita importância (grau 4 ou 5 na escala) aos títulos dos candidatos a oportunidades profissionais. Entre os recrutadores da área de saúde, 51% classificaram os títulos entre os graus 4 e 5.

Perfis nas redes sociais: Apenas 4% dos recrutadores entrevistados não utilizam as redes sociais como ferramentas no processo de seleção de candidatos. A pesquisa mostra também que 54% consideram as redes sociais as ferramentas mais efetivas na hora de encontrar bons candidatos. O LinkedIn é a plataforma mais relevante, utilizada por 87% dos recrutadores. Facebook e Twitter são usados por 55% e 47% dos entrevistados. Para candidatos da área de comunicação e marketing a presença social é ainda mais necessária. É que 33% dos recrutadores consideram negativa a ausência de perfis nas redes.

Atitude nas redes sociais: O comportamento virtual de um candidato pode ajudar durante um processo seletivo ou atrapalhar. Publicações com erros gramaticais são um dos fatores mais negativos, segundo a pesquisa. Prejudicam os candidatos, segundo 72% dos recrutadores.

Publicações que mostram consumo de álcool são negativas na opinião de 54% dos recrutadores. Uso de maconha também prejudica a imagem do candidato: 75% consideram negativo. Até  as selfies apareceram na pesquisa: 25% dos entrevistados consideram uma exposição negativa para o candidato, mas 75% enxergam de maneira neutra.

Engajamento em relação às questões atuais e publicações ligadas a voluntariado, por outro lado, são bastante apreciadas. Trabalho voluntário ou iniciativas de cunho social compartilhadas nas redes sociais são positivas para 75% dos recrutadores. Postagens relacionadas às notícias atuais, e com tom adequado, causam boa impressão, segundo 52% dos recrutadores.

Entrevistas de emprego e currículos: Para 93% a melhor forma de avaliar um candidato é analisar o seu desempenho durante a entrevista de emprego. Os currículos também são fundamentais na avaliação, segundo 92% dos recrutadores entrevistados.

E os fatores que deixam uma boa impressão? Para 87% o entusiasmo conta muitos pontos a favor da impressão deixada por um candidato após uma entrevista de emprego. Conhecimento da indústria foi citado por 85% dos recrutadores. Habilidades de comunicação também impressionam positivamente, segundo 79%. Pontualidade e aparência foram aspectos citados por 66% e 63%. Cumprimentos e aperto de mão fecham a lista, com 38% das respostas.

 

Este artigo foi originalmente publicado em EXAME.com

 

 

 

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