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Second-order thinking: o tipo de reflexão que diferencia os inovadores

Por Suria Barbosa

Adotar a prática de second-order thinking, ou do pensamento de segunda ordem, antes de realizar ações importantes, pode ser a chave para novas soluções, além de ajudar a evitar problemas consequentes de uma decisão.

Não é incomum que, ao tentarmos resolver um problema, acabemos criando outro, diferente – e, por vezes, pior. O pensamento de segunda ordem (em inglês, second-order thinking) ajuda a identificar a segunda, e as seguintes, consequências de uma decisão, antes de acontecerem.

Conhecer esses problemas antes que eles ocorram é a chave para tomar medidas que os previnam, destaca em artigo Shane Parrish, fundador do site Farnam Street, voltado para difundir práticas de desenvolvimento pessoal.

“A capacidade de pensar nos problemas para a segunda, terceira e enésima ordem – o que chamamos de pensamento de segunda ordem – é uma ferramenta poderosa que os grandes pensadores usam em seu benefício o tempo todo.”

A diferença de second-order thinking

Praticar o pensamento de segunda ordem nada mais é do que calcular as segundas, terceiras, quartas, etc. (quantas forem relevantes) de uma ação, antes de realizá-la. Assim como no modelo abaixo:

second-order thinking
Modelo de pensamento de segunda ordem | Reprodução Farnam Street

 

Pensadores que se limitam ao “primeiro nível” da ordem de consequências podem falhar em perceber que lidam com sistemas complexos, explica Parrish. Por conta disso, acabam não fugindo do comum, além de terem de lidar, com mais frequência, com problemas de suas decisões.

Do outro lado, pensadores de segunda ordem levam em conta pontos muitas vezes ignorados. Costumam pensar em termos de interações, tempo, sistemas. Diante de uma decisão, perguntam-se, por exemplo:

  • Quais são as variáveis-chave e como elas interagem?
  • Se eu praticar essa ação, o que acontece a seguir?

Assim, inovam na abordagem e até em solucionar problemas secundários que aconteceriam, inevitavelmente, a partir de X atividade.

“O desempenho extraordinário vem do diferente. É claro que o desempenho abaixo da média também é diferente – no sentido negativo. Mas o caminho para as pessoas que pensam além não pode vir do pensamento de primeira ordem. Precisa vir do pensamento de segunda ordem.”

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Divergência inteligente

Gráfico “chance de sucesso” X “o quanto você considera a segunda ordem (e as seguintes) de consequências” | Reprodução Farnam Street

 

Para ter um desempenho melhor do que os outros, é preciso agir de forma diferente, conforme Parrish. No entanto, no caso de pensar em segunda ordem, o importante não é só buscar refletir de forma diferente, mas também de forma acertada.

Por isso, não se trata de estipular para si mesmo uma “divergência cega”, alerta o autor. Mas, sim, adotar uma forma de pensar que esteja aberta para os pontos negativos e contrários de uma ação.

É ao trazer as consequências não convencionais que você aumenta as chances de inovar e de ter um desempenho diferente dos demais.

Se necessário, quando for decidir sobre algo, utilize o modelo exemplificado acima e adapte, para te ajudar. Fazendo isso, second-order thinking vai se tornar um hábito que você aplica em qualquer situação importante, sem qualquer problema.

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