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Economia Solidária: você conhece este conceito?

Por Suria Barbosa

Anualmente, 15 de dezembro é a data em que se comemora o Dia Nacional da Economia Solidária. Regido por poucos princípios básicos que os diferem dos demais, os empreendimentos da Economia Solidária se destacam, principalmente, no agronegócio.

Justa Trama é uma marca de roupas e brinquedos produzidos em algodão agroecológico. Entre agricultores, coletores de sementes, fiadoras, tecedoras e costureiras, sua cadeia produtiva envolve cerca de seis organizações e 600 profissionais espalhados por cinco estados do Brasil.

Com o objetivo de elevar a qualidade de vida e renda de trabalhadores de coleta seletiva, o empreendedor Roger Koeppl fundou a YouGreen, que oferece diversos serviços relacionados à resíduos recicláveis em São Paulo: da coleta seletiva, triagem e logística reversa à conscientização sobre o tema.

Ambas são cooperativas – ou seja, funcionam a partir da colaboração de pessoas ou organizações – e se orientam por premissas características da Economia Solidária. O conceito, celebrado nacionalmente todo dia 15 de dezembro, diz respeito a uma forma de organizar atividades econômicas de modo a diminuir a desigualdade de ganhos.

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O que significa fazer parte da Economia Solidária

Nesse esquema, as cooperativas são apenas um dos formatos em que a Economia Solidária se traduz na prática, e um dos mais difundidos. Cooperativas da modalidade de agronegócio chegaram a representar 2,9% das exportações do país em 2017, segundo o jornal Valor Econômico.

Porém, existem também associações, grupos de troca, redes de cooperação e de comercialização, feiras, empresas autogestionárias, entre outros. São diversas possibilidades de atuar e empreender.

Na realidade, o que difere esses negócios de outros é o fato de que neles não há separação entre donos e empregados. Os próprios trabalhadores, produtores, tomam as decisões e se unem para autogerir, de ponta a ponta, o empreendimento. Além disso, não só a produção é dividida com certa equivalência, os resultados também.

Pela origem ligada à causa da desigualdade de distribuição de renda, os empreendimentos de Economia Solidária podem ser classificados como uma modalidade de negócio social.

Princípios que caracterizam

Os princípios básicos que regem os empreendimentos ligados à Economia Solidária podem se resumir em quatro pontos.

Ação econômica: iniciativas de motivação econômica como produção, comercialização, prestação de serviço, trocas, crédito e consumo

Autogestão: decisões tomadas de forma coletiva

Cooperação: trabalhar de forma colaborativa em direção a interesses e objetivos em comum

Solidariedade: “distribuição justa dos resultados alcançados, na preocupação com o bem-estar de todos os envolvidos, nas relações com a comunidade, na atuação em movimentos sociais e populares, na busca de um meio ambiente saudável e de um desenvolvimento sustentável” (fonte: Ministério do Trabalho)

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