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“Não passar no vestibular me ensinou muito”

Por Redação, do Na Prática

O engenheiro Paulo Casaretto, formado pela UFSC, escreve sobre as lições que aprendeu antes mesmo de entrar na universidade e como decidiu pela carreira no mundo das startups

Formado em Engenharia de Controle e Automação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Luis Franchini Casaretto trabalha há seis anos na Resultados Digitais, startup de marketing digital que contratou o desenvolvedor como seu primeiro funcionário. A seguir, ele escreve sobre as decisões de carreira que o levaram ao mundo das startups:

Não passar no vestibular para Engenharia de Controle e Automação em 2005 me ensinou muito. Era o único curso que me interessava e foi o único vestibular que prestei naquele ano. Na época, eu senti como se tivesse perdido o ano seguinte em cursinho pré-vestibular. Foram dois semi-extensivos torturantes. Até as piadas dos professores eram iguais entre um semestre e outro…

Mas o tombo foi bem-vindo. Aprendi a me dedicar. Entendi que objetivos grandes exigem sacrifícios.


Diminuí muito as saídas com os amigos e aposentei o video-game. A namorada (hoje minha esposa), via cerca de 1 hora por dia. Com a ajuda de colegas igualmente dedicados, estudei muito e me preparei. Colhi os resultados, atingi o objetivo e disso tirei uma grande lição: “Você tem a capacidade de alcançar tudo o que desejar”.

Olhando para trás fica fácil ver o motivo de não ter alcançado outras coisas. Simplesmente não havia me dedicado o suficiente. Analisando minha trajetória até então, faz bastante sentido o ditado popular “Quem quer acha um meio, quem não quer, uma desculpa”. 

Muitas pessoas se desapontam com a faculdade ou com o curso escolhido. Não foi o meu caso. Tanto que tenho vontade de repetir muitas matérias. Foi, por acaso, que logo no começo da faculdade recebi um dos melhores conselhos que tive nesse período… Um vizinho de porta, colega de Engenharia e já nos seus últimos anos me recomendou mostrar iniciativa. E que a maneira de fazer isso era procurando atividades de estágio desde o primeiro semestre.

Segui o conselho a risca.

Leia também: “Não é sua formação que importa, e sim o seu propósito de vida”

Nas primeiras semanas já havia conseguido uma oportunidade em um laboratório de motores. O estágio em si não foi muito útil. Estava bem distante do que viria a aprender na graduação e sequer tinha atividades programadas. Não importava. Eu apertaria parafusos se precisasse.

A vontade e dedicação foram percebidas por um professor que também viu o bom desempenho acadêmico e isso me rendeu meu primeiro estágio de iniciação científica no próximo semestre. Esse sim, oficial e com desafios reais!

O estágio me levou para o próximo e este na sequência à minha primeira experiência no mundo profissional. A empresa era de desenvolvimento de software para dispositivos móveis (celulares).

Um mundo totalmente diferente do acadêmico. Ali eu trabalhava com as últimas tecnologias e processos ágeis, os ciclos eram medidos em semanas e não meses e o contato com o cliente era frequente. Foi ali que conheci algumas das pessoas mais influentes na minha carreira e aprendi a importância de um time forte e coeso.

A empresa acabou fechando. Porém, algum tempo depois os envolvidos se reorganizaram e fundaram a Resultados DigitaisTive a felicidade de receber a oferta para o “primeiro assento no foguete“, ou seja, sou o funcionário #1 da RD. Nem pensei a respeito, era tudo o que queria. Uma experiência em uma startup antes mesmo de sair da faculdade.

É até difícil falar o quanto aprendi nestes últimos anos aqui. O aprendizado foi (e continua sendo) enorme em vários eixos. Trabalhar em uma startup, principalmente na fase inicial é uma experiência única. Não existem job titles, existem apenas hipóteses a serem provadas e uma equipe focada em avançar o mais rápido possível para encontrar um modelo de negócio repetitível e escalável.

Durante este período, descobri que há um traço comum entre os profissionais de sucesso e gosto de usar a palavra resiliência para resumir.

Resilência é vencer a si mesmo. É baixar a cabeça e estudar para passar no curso que você quer independente do quanto jogar video-game seja mais divertido. Resiliência é vencer, mesmo escutando 100 nãos em um processo de captação de investimentos. Resiliência é cumprir o que se acorda consigo mesmo, e independente de qualquer obstáculo.

Um filme que traduz esse valor de uma forma profunda e emocionante é ‘À Procura da Felicidade’ com Will Smith. Até hoje me recordo de uma passagem em que o Will Smith no filme diz para seu filho: “If you wan’t something, go get it. Period.”

Por último, quando começar a buscar por oportunidades, recomendo fortemente que você veja o ebook  Como é o trabalho em uma startup? para conhecer as oportunidades e benefícios únicos que só esse tipo de carreira oferece!

 

 

 

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