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como criar hábito de estudar

Como criar o hábito de estudar (e todos os outros) com 2 passos

Por Suria Barbosa

Em tempos de inovações e transformações tão rápidas, estudar é uma necessidade para qualquer profissional que busque crescer na carreira. Entenda como criar novos hábitos para aplicar também nessa esfera.

Estudar é uma necessidade em muitas fases da vida. Idealmente, em todas, já que garante atualização constante e garante a capacidade de lifelong learning (“educação continuada”). Em tempos de inovações e transformações tão rápidas, uma necessidade para qualquer profissional que busque crescer na carreira.

Ainda que seja quase um dever, não são todos que tem o hábito de estudar. Hábito, ou tornar rotina o comportamento, facilita a tarefa e sua repetição ao longo dos dias.

Mudança de hábito: por que importa

Em entrevista ao Na Prática, a neurocientista Thais Gameiro, sócia-fundadora da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional, explicou que o hábito é uma estratégia de sobrevivência do cérebro.

Por serem como uma automatização de comportamentos, permitem que o organismo gaste menos energia ao cumpri-los do que quando realiza os outros tipos de atividade. Então, é uma grande vantagem tornar um hábito algo que se quer fazer com consistência e alta frequência – por exemplo, estudar.

Há pessoas em que muitos dos hábitos cultivados são desfavoráveis à ação. Como um aluno que, na hora de estudar, não consegue evitar a procrastinação. A boa notícia é que hábitos mais benéficos podem ser desenvolvidos. A tarefa, porém, exige certa disciplina e dedicação.

Como criar hábito de estudar (e todos os outros)

Desenvolver o hábito de estudar segue as mesmas premissas de desenvolver um hábito qualquer. Os dois pontos abaixo podem te ajudar nessa missão.

#1 Entenda a estrutura dos hábitos

De forma a simplificar, os hábitos podem ser divididos em três componentes – etapas que acontecem no ciclo de cada um deles.

  1. O “estopim”: uma deixa, interna ou externa, que estimula algum tipo de ação específico
  2. A ação: seja ela boa ou ruim
  3. A recompensa: depois da ação completa, o cérebro recebe uma “recompensa”

A questão é: boa parte dos hábitos bons não oferecem uma recompensa direta e rápida. Por isso, parece mais difícil mantê-los.

Por exemplo: comer saudavelmente. Ao longo do tempo, pode melhorar a saúde e aumentar a longevidade. Mas, na hora que come saudável, a pessoa acostumada do contrário não sente o mesmo prazer ao comer uma salada. Sem uma recompensa de curto prazo, os benefícios serem apenas a longo prazo aumenta as chances de desistir.

Para driblar isso, vale a pena criar um próprio sistema de recompensa, até que os benefícios do hábito sejam, de fato, sentidos. Se estudar é um problema, você pode se comprometer a se dar 15 minutos de lazer para cada 90 minutos de estudo.

#2 Não defina metas (e não tenha expectativas) irrealistas

Parece muito? Então diminua até que fique confortável. De início, as metas devem ser tão pequenas que seja (quase) impossível falhar.

Acontece que outro fator que contribui para a desistência é a dificuldade. Principalmente, quando se espera ir do zero ao mil em pouco tempo. Ou de estudar nada por dia para estudar horas por dia em uma semana, por exemplo.

Ir devagar é uma forma de garantir o progresso e evitar o desânimo. Gradativamente, aumente o nível de “dificuldade” da ação. não só vai ficar mais fácil, vai também garantir resultados mais consistentes na sua mudança de hábitos.

 

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