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Max Oliveira, CEO da Max Milhas

500 mil passagens depois, CEO da Max Milhas fala sobre a carreira em empreendedorismo

Por Redação, do Na Prática

Cofundador e CEO da Max Milhas, Max Oliveira conversa com o NaPrática.org sobre propósito, San Pedro Valley – e onde ele gasta suas milhas

Quando Max Oliveira cofundou a Max Milhas, em janeiro de 2013, não sabia nem que sua empresa poderia ser considerada uma startup.

Quatro anos, 5 bilhões de milhas e 500 mil passagens depois, ele integra a rede global de empreendedores Endeavor graças à sua plataforma, um portal para compra e venda de milhas aéreas.

No meio do caminho, o atual CEO – que começa seu dia vendo números, faturamento, índice de satisfação e outros dados – descobriu-se empreendedor.

“O começo foi por hobby. Achei legal fazer algumas pessoas viajarem e comecei sem acreditar que viraria um grande negócio”, lembra. “Fui me envolvendo por paixão.”

O começo da Max Milhas

Formado em Engenharia Industrial pela Universidade Federal de Minas Gerais, passou por consultorias e pela Ambev antes de ingressar como trainee na Vale, onde ficou por três anos.

Se a ideia inicial era ascender internamente até um cargo de diretor, com o tempo o descompasso entre o trabalho do dia a dia e a falta de propósito se fez sentir. Mesmo assim, passou um ano fazendo uma jornada dupla e trabalhando na startup à noite.

A ideia para o negócio tinha surgido quando ele tentou comprar uma passagem online e, depois de um erro na compra, viu o preço saltar centenas de reais em poucos minutos. O preço em milhas, no entanto, manteve-se intacto.

Ao descobrir que 25 bilhões de milhas e outros 50 bilhões de pontos de cartões de crédito expiram sem uso anualmente no Brasil, teve a ideia de criar uma plataforma que atuasse como intermediária entre usuários que querem viajar e quem quer vender suas milhas.

Em janeiro de 2013, foram sete passagens vendidas e emitidas. “E o número foi crescendo”, resume Max. Até hoje, foram mais de 500 mil. 

Em San Pedro Valley

Viagens já faziam parte do cotidiano de Max, que fez três tipos de intercâmbio – durante o ensino médio, depois em um programa de work & travel e por fim para uma universidade italiana durante a graduação – e gosta de destacar como cada viagem lhe trouxe novas perspectivas e conhecimentos.

Mas trocar Belo Horizonte, onde a startup fica na comunidade de San Pedro Valley, por São Paulo nunca esteve nos planos, apesar dos conselhos insistentes de investidores e colegas.

“Eu já tinha 50 pessoas na equipe e pensei: vou tentar fazer aqui mesmo”, lembra ele, que pretende manter a sede da startup sempre na capital mineira.

Hoje são cerca de 90 funcionários, muitos deles atraídos pelo espírito colaborativo e pela fama crescente de San Pedro Valley.

Considerada a Vale do Silício brasileira, é sede de outras startups importantes no cenário brasileiro, como SambaTech, Rock Content e Sympla.  “A comunidade está ficando forte e atrai os talentos”, resume Max.

Os talentos que ele gosta de ver são, como ele, motivados por propósito, algo que ele reconhece como traço forte de sua geração. Se um candidato tem energia e paixão, por exemplo, é suficiente para impressionar. “O resto, ele vai aprendendo.”

Ciclo completo

Max brinca que, se não gostasse tanto de economizar dinheiro, a ideia para o Max Milhas nunca teria surgido.

E vivendo uma das máximas empreendedoras – se você mesmo não acreditar em seu produto, quem vai acreditar? –, recentemente completou um ciclo virtuoso na própria plataforma.

Para cumprir uma promessa antiga de levar a família para Bonito, no Mato Grosso do Sul, começou a buscar opções de viagem aérea. 

Ao ver o preço de cada passagem, levou um susto: R$ 4 mil. Uma busca rápida na Max Milhas viu cada uma sair por 9 mil milhas, o que dava menos de R$ 300. 

“Foi uma economia de 1700 reais por trecho! É um bom lugar para achar milhas”, ri. 

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