No começo de fevereiro, a Kraft Heinz, que é liderada pelo brasileiro Bernardo Hees, ofereceu US$ 143 bilhões para comprar a Unilever. A proposta acabou não sendo aceita, mas era tão alta que figuraria, facilmente, entre as cinco maiores aquisições da história.

Fernanda Bastos é uma advogada brasileira especializada em fusões & aquisições bilionárias, as chamadas M&As (de Merges and Aquisitions, em inglês). Bolsista da Fundação Estudar durante o seu LLM na Columbia University, ela contou ao Na Prática, nesta outra entrevista, que os processos de aquisição são longos e, por acontecerem em diversos setores e indústrias, exigem a assistência de advogados especialistas.

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“É preciso entender um pouco de cada um desses negócios para poder formatar uma operação perante os órgãos de controle”, explicou.

Depois, acontece uma auditoria da empresa a ser adquirida, quando problemas e restrições são postos na mesa e acomodações e processos começam a ser criados.

Quando a L’Oréal adquiriu a Niely Cosméticos, por exemplo, o processo de Fernanda levou três anos. “Quando chegamos na empresa, era um negócio familiar: sem contas auditadas, sem organização jurídica de documentos, sem avaliação profissional… Precisamos preparar a empresa e guiá-la.”

Em seguida, ainda há o período de transferência, que leva meses. As coisas só começam a acontecer de fato depois da aprovação de acionistas e de órgãos regulatórios do governo, às vezes múltiplos governos. Ou seja, não é uma operação apenas cara – é muito complexa.

Assim, mesmo quando não chega a ser mais que uma oferta, uma operação envolvendo tamanho montante de dinheiro demanda o esforço de diversos profissionais. Quanto mais o negócio avança, mais pessoas vão sendo envolvidas. A seguir, confira as 10 aquisições mais caras da história:

1. Vodafone adquire a Mannesmann por US$ 180,95 bilhões

Em fevereiro de 2000, a britânica Vodafone adquiriu a alemã Mannesmann. A compra transformou a Vodafone na maior companhia de telefonia móvel do mundo.

2. Pfizer adquire a Allergan por US$ 160 bilhões

A fusão da americana Pfizer com a rival irlandesa Allergan, em novembro de 2015, transformou-a na maior empresa farmacêutica do mundo e colocou, dentro do mesmo espaço, remédios bestsellers como Viagra e Botox.

O conselho de Bernardo Hees aos jovens que sonham em ser CEOs:

3. AOL adquire a Time Warner por US$ 164 bilhões

Em janeiro de 2000, a America Online (AOL) comprou a Time Warner. Não foi uma compra bem sucedida – a AOL nunca recuperou sua liderança na indústria de tecnologia – e a união durou apenas nove anos. Hoje, a Time Warner está no meio de um processo de aquisição pela AT&T, que lhe ofereceu US$ 108,7 bilhões. A proposta está sendo analisada pelo governo americano.

4. Verizon adquire a Verizon Wireless por US$ 130 bilhões

Em 2013, a Verizon, uma empresa americana de telefonia móvel, gastou uma fortuna para ganhar o controle de sua unidade sem fio, a Verizon Wireless. Foram 130 bilhões de dólares para a Vodafone, a líder mundial da indústria e que detinha 45% da operação.

5. AB Inbev adquire a SABMiller por US$ 104 bilhões

Em 2015, a Anheuser-Busch InBev, liderada pelo brasileiro Carlos Brito, comprou a SAB Miller, uma aquisição que só terminou em meados de 2016. Juntas, elas agora produzem um terço das cervejas do mundo.

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