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Quer apoio para o seu projeto de pesquisa? Inscreva-se no Cientista Beta

Por Ana Pinho

Iniciativa criada por Kawoana Vianna, bolsista da Fundação Estudar, quer engajar jovens com as ciências; inscrições para programa de iniciação científica estão abertas até 18/3

Voltado para estudantes do Ensino Médio que querem tirar suas ideias de pesquisa do papel, o programa Decola Beta tem duração de seis meses e incentiva o desenvolvimento de ideias e o aprendizado de conceitos científicos ao parear estudantes e mentores, que incluem universitários, engenheiros, professores e médicos.

O programa de iniciação científica é um projeto do Cientista Beta e está com inscrições abertas para sua segunda edição até 18/3.

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Como começou

Quando o Cientista Beta foi fundado, Kawoana Vianna já tinha uma experiência informal como mentora. Desde o ensino médio, em Novo Hamburgo (RS), já era considerada referência entre os colegas – admiração que só aumentou com sua premiação na maior feira de ciências do mundo, a Intel ISEF, em 2011. “Cansei de ler relatórios, pôsteres e planos de pesquisa”, lembra ela, que era chamada para se apresentar em escolas e eventos. “Fazia tudo isso com muito gosto e gratidão, mas parecia que eu deveria encontrar uma forma mais direta.”

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A iniciativa resultante, que completa dois anos em maio de 2017, tem como missão aproximar os jovens da ciência e mostrar que eles são capazes de desenvolver projetos científicos. “Nosso objetivo é mostrar que, independente da idade ou do contexto em que está inserido, o jovem pode desenvolver algo pelo qual tenha interesse e que pode impactar o mundo de alguma forma”, resume.

Cientista Beta 1
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Engajar jovens pela ciência também é visto como uma maneira de contribuir para uma sociedade melhor. “Quero que quem se engaje no Cientista Beta saia um profissional e cidadão melhor do que quando entrou”, diz ela.

Geração Beta

Chefiados pela “Líder Beta” Kawoana – que estuda Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e é bolsista da Fundação Estudar –, os outros membros da equipe do Cientista Beta estão espalhados pelo Brasil. Um deles é Giovani Novelli, estudante de Economia na Universidade Federal do ABC (UFABC) e líder de projetos da entidade.

“Descobri o Cientista Beta através do movimento CHOICE e da Fundação Estudar, onde conheci a Kawoana”, lembra ele, que participou do  Laboratório, programa de liderança oferecido pela Estudar. “O mais engraçado é a noção de dono que a equipe criou: todos do time têm o protagonismo de tornar o negócio seu e a autonomia de criar dentro da sua área.”

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O objetivo da iniciativa é duplo: inspirar e capacitar. Para cumprir a primeira parte, o site traz conteúdo semanal sobre ciências e colunas com histórias inspiradoras de jovens pesquisadores brasileiros. O alcance é grande: um deles, Adymailson Santos, chegou a ser reconhecido na cidade graças ao texto publicado.

“É incrível como tantas horas de dedicação são recompensadas com um único comentário de um estudante que nos diz o quanto nosso trabalho faz a diferença na vida dele”, diz Kawoana.

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Mentoria

Em 2017, para o Decola Beta, serão selecionados cerca de cem jovens cientistas e 50 projetos – o dobro dos números do ano passado.

“Vamos alocar o tema de pesquisa dos mentorados com a macro-área de conhecimento dos mentores e assim gerar um choque muito positivo de idéias e iniciativas”, explica Giovani. “Vamos começar pequeno, andar ‘rápido’ e sonhar sempre muito, muito grande.”

A resposta até agora tem sido muito positiva. “O que mais escutamos é: ‘Como eu posso contribuir?’”, diz Kawoana. “Nosso desafio agora é entender como encaixar toda essa gente boa no nosso trabalho para que a gente consiga fazer algo grandioso.”

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