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4 grandes lições de carreira do Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei masculino

Por Rafael Carvalho

Como treinador, Bernardinho consolidou-se como o maior técnico da história do vôlei mundial - trouxe para o Brasil 32 títulos, incluindo medalha de ouro nas últimas Olimpíadas. Em entrevista exclusiva, ele compartilha os aprendizados que teve ao longo da sua jornada

“Sou um provedor de zona de desconforto”, brinca Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, que faz parte do pequeno rol de personalidades brasileiras cujo alcance dispensa sobrenomes.

Como treinador, pode ser considerado o maior campeão da história do voleibol mundial: trouxe mais de 32 títulos relevantes para o Brasil liderando as seleções brasileiras masculina e feminina.

Desde 2001, é o técnico da seleção brasileira de voleibol masculino, que neste ano fez torcedores do país inteiro segurarem a respiração na disputada partida de 21 de agosto, contra a Itália, quando conquistaram o último ouro do Brasil nas Olimpíadas Rio 2016 – sua sétima medalha olímpica.

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Suas lições de liderança, gestão de equipe e motivação são facilmente transportadas das quadras para o mundo empresarial (até por ele próprio, que também é empreendedor).

Nos vídeos a seguir, gravados pelo Na Prática em um evento do Instituto ProA – que apoia a inserção de jovens no mercado de trabalho –, ele compartilha o que considera seus aprendizados mais importantes com quem está iniciando a carreira. Confira:

1. “Para que o talento não se transforme em frustração, é preciso determinação e execução”

“É claro que o talento é o cartão de visitas, mas quantas pessoas de talento não realizam seu potencial?”, começa Bernardinho.

Essa é a grande preocupação de quem acompanha talentos, continua ele, exemplificando seu ponto com uma história pessoal sobre seu primeiro treinador. Para realmente explorar seu potencial, opina, é preciso ter determinação, vontade e capacidade de superação.

2. “Toda instituição – inclusive a seleção – tem valores que não podem ser transgredidos”

Em 2007, Bernardinho ouviu essa definição de liderança de Marcel Telles, um dos empresários mais famosos do Brasil e um dos fundadores da Fundação Estudar, ao lado de Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira.

O papel do líder, fala, é justamente evitar tais transgressões, que solapam a capacidade de liderança individual e enfraquecem uma organização.

Um líder, continua, é aquela pessoa capaz de extrair o máximo de seu time e criar um ambiente em que cada um busca dar seu melhor sempre, sem buscar atalhos e mesmo diante de dificuldades.

3. “Em nossas pequenas transgressões, nós arrumamos justificativas, e isso é inaceitável”

Volta e meia, as pessoas se aproximam de Bernardinho e perguntam: por que ele não se candidata a algum cargo público?

Ele responde que, para o Brasil realmente se encaminhar para um novo caminho, é preciso que todos – sem exceção – pratiquem a cidadania e a integridade todos os dias.

De que adianta, continua, que jovens líderes sejam inteligentes e genuinamente queiram mudanças se, à noite, usam aplicativos para escapar de blitzes da Lei Seca? As pequenas transgressões, sempre subjetivas, também solapam a integridade da sociedade.

Para o treinador, a prática da liderança no esporte lhe ensinou que mesmo quando o caminho é difícil e as críticas são muitas, é fundamental não abrir mão da própria essência.

4. “Se você não for capaz de realizar as pequenas tarefas do seu dia, o que será das grandes tarefas?”

Um passo de cada vez. Sem saltos ornamentais. Tudo feito de maneira disciplinada – só assim surge o verdadeiro progresso.

“A disciplina é a ponte entre seu sonho grande e sua realização”, afirma Bernardinho.

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