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O que fazer se você não tem cumprido acordos e prazos no trabalho?

Por Endeavor

Existem acordos que você fez e não tem cumprido? Um prazo, um compromisso ou uma tarefa que deixou de realizar? Chegou a encarar os assuntos mal resolvidos!

Empreendedor da área de tecnologia com mais de 26 anos de experiência, Sergio Roberto Cochela é hoje CEO da DUO Tecnologia e da ProJuris. A seguir, ele escreve sobre prazos, compromissos não cumpridos e como lidar com a longa lista de assuntos mal resolvidos que acumulamos no trabalho e na vida pessoal:

Hoje o nosso tema são os acordos. Durante a nossa existência, carregamos uma mochila, mochila essa de assuntos mal resolvidos. Se analisarmos, a maioria são acordos que não foram cumpridos, mal feitos ou que nem sequer foram firmados –ficaram apenas na intenção.

Analisemos nossa relação familiar. Quantas vezes quebramos acordos com marido, esposa, filho? Veja a quantidade de acordos que os filhos quebram com os pais, praticamente todos os dias. Tem momentos que a relação está desgastada porque os acordos não são mais válidos, ou porque simplesmente não paramos para fechá-los.

Na rotina do casamento essa situação também se repete. A mulher pode casar com o homem achando que ele vai mudar; já o homem pode casar com a mulher achando que ela nunca vai mudar. O que acontece é exatamente o contrário, resultando em estresse na relação, o que leva a uma DR. O que é feito em seguida? Novos acordos!

Se os acordos fossem feitos ou melhor negociados entre gestor e funcionário, por exemplo, deixando claro para cada parte os ganhos e perdas, o estresse gerado nessas relações seria atenuado.

Numa empresa, o que gera mais desgaste numa relação — seja com cliente, subordinado, superior ou par — são acordos fechados e não cumpridos. Pode ser uma meta negociada, uma data passada para um cliente, o fechamento mensal para a reunião da diretoria ou até o produto de um processo que vira matéria-prima para outro.

Em alguns casos, ainda surge a famosa bola em cima do muro, naqueles casos em que um cumpre a sua parte, mas o outro não pega o que foi feito para dar continuidade. Por que isso acontece? Porque os acordos são mal feitos. O ótimo global não é a soma de ótimos locais.

Se a resposta está nos bons acordos, o que temos que ter em mente na hora de negociar um novo? Veja algumas dicas!

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1. Prometa somente aquilo que você pode cumprir

No calor da discussão, da reunião, ou mesmo na empolgação, muitas vezes somos pressionados ou motivados a nos comprometer com prazos e entregas que sabemos que não cumpriremos ou que o risco de não cumprir é muito alto. No primeiro momento, podemos parecer bem diante dos outros, mas logo depois teremos que arcar com as consequências e talvez até fugir de uma conversa mais dura.

2. Não existe prazo não cumprido

Essa é uma premissa que deve nos guiar desde o primeiro dia. Ao saber que não cumpriremos o acordo, devemos nos antecipar e entrar em contato com a outra parte para renegociá-lo, mantendo o comprometimento como premissa básica de qualquer acordo.

3. Fique vermelho uma vez, em vez de ficar amarelo o resto da vida

Ouvi essa frase de um cliente em uma reunião sobre as datas que eu passava referente a uma entrega. Eu prometia e não entregava, prometia e não entregava. No fundo, ele estava querendo dizer: “Por que não me passa um prazo definitivo e para de me enrolar?”. Ficou a lição.

Um dos piores rótulos que a pessoa pode ter é de ser pouco confiável por que a credibilidade é a base para nos tornarmos pessoas respeitadas no mercado, no negócio e também em um relacionamento. Já pensou escutar de alguém: “Não acredita naquela pessoa porque ela não cumpre os prazos, não faz o que promete, nem é confiável”?

O respeito se conquista com exemplo, e cumprir o que promete é dar o exemplo.

Faça uma análise de suas relações seja pessoal ou profissional. Veja se existem desgastes por acordos não cumpridos. Tem relação de pai e filho que fica desgastada a vida toda porque não foram feitos os acordos, ou não foram refeitos, em função da mudança na relação. Pese a sua mochila: está difícil de carregá-la? Está prejudicando sua saúde?

Vá lá e redefina, renegocie. Faça novos acordos. Esvazie sua mochila.
Tenho certeza que isso tornará a sua vida mais leve!

Este artigo foi originalmente publicado em Endeavor

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