Um Projeto: Fundação Estudar
Bernardinho e Luciano Huck participam de painel sobre Liderança da Fundação Estudar

O que Bernardinho e Luciano Huck têm a dizer sobre o futuro do Brasil

Por Redação, do Na Prática

Em um painel durante o Encontro Anual da Fundação Estudar, a dupla falou sobre a importância de acreditar em mudanças e criar diálogos; "Não vou ficar de passageiro”, disse Huck

“Quem nunca quis matar seu treinador, gerente ou professor?”, começou Bernardinho.

Ex-jogador de vôlei e vencedor de sete medalhas olímpicas, seis delas como técnico, ele conhece os dois lados dessa relação e a importância de líderes para o desenvolvimento de um grande time.

“Temos que compartilhar valores e o líder é o guardião desses valores”, continuou ele, que se aposentou das quadras e hoje, além de dar aulas sobre liderança, explora possibilidades de atuação para aumentar seu impacto no Brasil.

Tem essa vontade em comum com Luciano Huck, o outro participante do painel sobre Liderança, Esporte e Entretenimento que aconteceu no Encontro Anual da Fundação Estudar, em 7 de agosto, em São Paulo.

“Tenho me cobrado intensamente sobre como posso me reinventar”, falou, citando uma vontade que se fortaleceu após sofrer um acidente aéreo com a família em 2015.

Embora ambos sejam citados por terceiros como possíveis candidatos nas próximas eleições, Bernardinho e Huck atualmente buscam articular suas redes para aumentar o impacto que podem ter de outras maneiras, especialmente inspiracionais.

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“Precisamos lidar com essa situação imediata e criar algo transformador ao longo do tempo”, afirmou o ex-treinador. “As pessoas me dizem: ‘Bernardo, entrar na política é como ir numa carvoaria vestindo branco. Você sair sujo.’ Esse é o nosso medo hoje. Mas não existe um salvador: esse é um grande campeonato que precisa de um grande time.”

Huck, que viaja constantemente pelos rincões do Brasil desde 2000, quando começou seu programa na Rede Globo, também se empolga com a possibilidade de criar uma comunidade ativa.

“Acredito em uma geração preparada e que de fato esteja afim de transformar”, disse citando iniciativas como o movimento suprapartidário Acredito, fundado por Líderes Estudar (como são conhecidos os membros da rede de jovens de alto impacto da Fundação Estudar) e o Me Salva!, startup de Miguel Andorffy, outro Líder Estudar, que ajuda milhões de brasileiros com aulas online.

“A percepção que tenho é que precisamos nos juntar e pensar num projeto para um estado eficiente, criar um movimento e ressignificar as coisas. Acho possível”, disse. “Se não colocarmos a mão na massa, ninguém vai fazer por nós.”

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Sem medo das críticas

Hoje, essa vontade que ambos têm de engajar os brasileiros com o futuro se dá principalmente através da abertura de diálogos sobre a situação, especialmente aqueles que desafiam o senso comum.

Numa reunião de pais na Eleva, por exemplo, escola onde sua filha estuda, Bernardinho se incomodou com aqueles que sugeriam que a solução era deixar o país e pediu a palavra para falar o oposto.

“A sensação é que mais uma geração está falhando em criar um ambiente propício para ficarmos aqui. Quando eu deixei a seleção, tive vários convites interessantes de outros países. Mas se eu for embora agora, que mensagem passo? ‘Ah, ele desistiu. Então vou desistir também.’ Não está na hora de desistir.”

Pensando em passos concretos, Bernardinho disse que o campo ainda está aberto. “Não sei que passo vou dar, mas uma coisa é certa: não consigo não me incomodar”, continuou. “Quero que vocês saibam que todos são importantes. Somos parte de algo maior e temos que efetivamente enxergar o outro.”

Já Huck afirma que continuará usando a TV aberta como uma ferramenta de inspiração, “rodando o Brasil, ouvindo histórias e mostrando que aqui tem coisas legais, sim”.

“A vida te impõe coisas que te obrigam a refletir e crescer. Não vou ficar de passageiro. Vou ajudar a articular movimentos e vou participar de discussões. Podem gostar ou não de mim, concordar ou não comigo, mas conversando a gente se entende e, uma vez entendido, temos que trabalhar pra tirar as ideias do papel.”

É um argumento atraente para uma parcela cada vez maior de brasileiros insatisfeitos e que têm vontade de atuar de alguma maneira, mesmo numa situação sem soluções fáceis.

“Nunca toquem o sino. Vocês podem aparar, ajustar e continuarem testando, mas desistir não é uma opção”, concluiu Bernardinho.

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