Redação, do Na Prática
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 20:00h.
Se você está de olho nas Inscrições no SISU de 2026 e ainda não sabe qual área escolher, trouxemos reflexões e ferramentas que podem servir como ponto de partida.
A vida profissional, aliás, será o foco dos seus pensamentos em muitos momentos daqui para a frente: na hora de escolher o curso de graduação, de escolher a especialização, ou a empresa em que se quer trabalhar, ou no momento de avaliar uma proposta de emprego tentadora…
Frequentemente você vai ter que reavaliar o caminho tomado, fazer ajustes, novas escolhas. Então nada de sucumbir àquela pressão de “decisão para a vida toda”, certo? Também é importante saber que não há receita de bolo ou teste exato.
Pensando em tudo isso, a redação do Na Prática respondeu a algumas das maiores dúvidas dos estudantes no momento de decidir qual carreira seguir no SISU. A organização também pode ajudar nesse processo com os cursos online do Na Prática.
Escolher o curso no SISU ou em outro programa é sobre os seus gostos e interesses, e entendê-los muitas vezes exige uma reflexão mais profunda. Você deve se fazer perguntas como: Que tipo de profissão me atrai? Que profissionais eu admiro e por quê? O que eu mais gostaria de fazer no dia a dia?
Pare para pensar com calma em cada uma dessas perguntas, e organize o seu raciocínio em uma folha de papel para organizar o pensamento. No final, você vai ver que muitos interesses ficarão mais claros! Também existem alguns recursos que podem te ajudar nesse entendimento:
É possível começar com os testes de autoconhecimento que ajudam a entender seus valores, personalidade e estilo de trabalho.
Também não deixe de complementar e cruzar o resultado com outras avaliações, como o teste Myers–Briggs (MBTI), oferecido gratuitamente pelo site 16Personalities, e o teste de âncoras de carreira da Robert Half, que foca em aptidões.
Para se aprofundar ainda mais, é interessante pedir feedback de pessoas em seu convívio e que não tenham medo de criticá-lo. Esse é o momento de envolver outras pessoas no seu processo de autoconhecimento, e entender como os outros percebem você. Mas como fazer isso?
Envie para os seus amigos, familiares ou colegas de trabalho a seguinte pergunta: “Quais são minhas características (positivas ou negativas) mais marcantes?” Você pode enviar por email, WhatsApp, ou até mesmo criar um Google Forms se achar que as pessoas ficarão mais a vontade de responder de forma anônima.
Antes de ler as respostas dos outros, responda você mesmo essa pergunta. Depois cruze as respostas, e você pode se surpreender. Você vai ver que muitas respostas sobre suas características eram pontos cegos, e você nem sabia que as outras pessoas te enxergavam assim. Cruzar a sua autoavaliação com a avaliação externa também ajuda a trazer um quadro mais realista sobre os seus interesses.
Com todos esses insumos em mãos, você pode começar a mapear áreas e funções que combinam com seu perfil. Alguém que preza por estabilidade e segurança, por exemplo, pode preferir um setor mais tradicional. Já quem não liga para cenários de incerteza e valoriza autonomia pode buscar startups ou áreas que envolvam inovação, e por aí vai.
Quando estiver pensando sobre tudo isso, mantenha-se atento a algumas “armadilhas” do cérebro, como o viés de confirmação (quando não se busca informações contraditórias a uma crença, como “esse setor paga bem” ou “esse setor está sempre crescendo”) e atalhos mentais (quando se ignora informações para tornar escolhas mais fáceis e rápidas, como escolher algo por status, pressão ou dinheiro). Parece muita coisa, mas acredite: o esforço vale a pena.
Leia também: 3 vídeos para quem se interessa por autoconhecimento (e quer começar ainda hoje!)
Se a dúvida é entre muitas áreas diferentes, o primeiro passo é reduzir o escopo. Mas antes de olhar para fora, é preciso olhar para dentro e dar alguns passos rumo ao autoconhecimento. Assim, antes de mais nada, empregue o mesmo processo que descrevemos no primeiro item, como fazer testes de autoconhecimento para descobrir do que gosta, no que é bom e o que valoriza em um ambiente de trabalho.
Feito isso, é hora de trabalhar para construir bases sólidas sobre como as áreas que você está em dúvida realmente funcionam. Busque ir além dos estereótipos como “mercado financeiro é uma loucura mas paga bem” ou “trabalho em ONG é tranquilo e recompensador”.
Pesquise (de verdade!) o setor e a área: como funciona, quais são as principais empresas e funções, como é o dia a dia de quem já trabalha com isso. A internet vai se mostrar bastante útil, já que muito desse conteúdo está online em fóruns, no próprio portal Na Prática (que tem vários textos sobre dia a dia), e nos Ebooks e cursos que disponibilizamos gratuitamente.
Ainda assim, é preciso ir além e sair da tela do computador: utilize suas redes sociais para encontrar amigos que já estão trabalhando em uma dessas áreas e marque uma conversa; descubra e aborde profissionais no LinkedIn, explique a situação e pergunte, sem ser insistente, se seria possível marcar um café ou responder algumas perguntas por email.
Uma dica para quem vai usar essa plataforma: se procurar pessoas que estudaram na mesma faculdade que você (é possível personalizar a busca no LinkedIn para conseguir isso), a familiaridade aumenta suas chances de obter uma resposta. E não se esqueça de investir no texto de apresentação, objetivo e sucinto. Você vai se surpreender com a quantidade de pessoas dispostas a ajudá-lo.
Se possível, também inscreva-se nas edições temáticas do Carreira Na Prática, curso presencial em que vários profissionais de um setor explicam melhor o seu dia a dia de trabalho.
Ao longo desse processo de investigação, você provavelmente vai perceber que muitas áreas que cogitava não são como imaginava e não estão nada relacionadas com o seu perfil. Assim, já é possível cortar algumas opções e reduzir para duas ou três áreas no horizonte. Pronto, grande parte das distrações forma embora.
A ferramenta a seguir, chamada Matriz de Decisão, vai te ajudar a entender melhor o que cada área representa para você – principalmente se você ainda ficou em dúvida mesmo depois de pesquisar o mercado.
O objetivo da matriz de decisão é comparar duas ou mais áreas em termos práticos e que são importantes para você, como salário, status, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, equipe e potencial de aprendizado – o que quiser.
Imagine que você está em dúvida entre trabalhar em consultoria estratégica ou uma ONG que defende o meio ambiente, por exemplo. A matriz permite que você compare essas opções de forma bem objetiva: na consultoria, o salário e o potencial de aprendizado são altos (o que pode ter peso 5), mas a jornada de trabalho é bastante longa (peso 2, se isso for um problema para você). Já a ONG, que também oferece um bom potencial de aprendizado, tem um salário menor mas uma jornada mais agradável. E por aí vai.
Assim fica mais fácil enxergar o que cada oportunidade pode oferecer e como combina com seu perfil profissional e momento de vida.
Saiba mais: Como usar o autoconhecimento para escolher a profissão ideal