Estes são os erros mais comuns de quem busca o primeiro emprego ao se formar

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Egberto Santana

Publicado em 11 de março de 2026 às 17:55h.

Terminar a faculdade costuma vir acompanhado de uma expectativa clara: começar a carreira o quanto antes. No entanto, para muitos recém-formados, a busca pelo primeiro emprego pode demorar mais do que o esperado.

Isso acontece por motivos que vão do cenário competitivo do mercado até erros comuns na estratégia de busca por vagas. Segundo uma reportagem publicada no Indeed, muitos candidatos recém-formados cometem erros que dificultam a entrada no mercado de trabalho logo após a graduação.

A análise do portal de carreiras aponta alguns comportamentos recorrentes entre quem está tentando a primeira colocação profissional. A seguir, veja quais são os equívocos mais comuns e saiba como evitá-los.

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Os 5 erros de quem busca o primeiro emprego ao se formar

1. Deixar a desmotivação tomar conta

Um dos primeiros erros apontados na reportagem é permitir que a frustração com a busca por vagas vire desmotivação.

Receber negativas, não ter resposta de empresas ou perceber que a concorrência é alta pode desanimar qualquer recém-formado. O problema é que esse sentimento pode afetar diretamente a forma como a pessoa conduz a própria busca por emprego.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • parar de enviar candidaturas com frequência;
  • deixar de participar de eventos ou processos seletivos;
  • demonstrar falta de energia ou entusiasmo em entrevistas.

A recomendação é tratar a busca por emprego como um projeto estruturado: definir metas semanais de candidaturas, manter rotina de networking e acompanhar oportunidades com disciplina.

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2. Enviar currículos genéricos para muitas vagas

Outro erro comum é acreditar que quanto mais candidaturas, melhor. Tal prática pode fazer com que o candidato envie currículos genéricos e reduza as chances de avançar nos processos seletivos. Recrutadores costumam perceber rapidamente quando o candidato não personalizou sua candidatura.

Dessa forma, os currículos não destacam as habilidades relevantes para a vaga, apresentam cartas de apresentação genéricas; e sem palavras-chave relacionadas à função.

Uma estratégia mais eficiente é priorizar qualidade em vez de quantidade. Isso significa escolher vagas que realmente façam sentido e adaptar o currículo para destacar experiências, projetos acadêmicos ou estágios relacionados à posição.

3. Construir networking apenas depois de se formar

Também é muito comum que estudantes comecem a se preocupar com networking apenas depois da formatura. Quando isso acontece, o recém-formado parte praticamente do zero na construção de contatos profissionais.

Networking não significa apenas pedir indicações. Ele envolve manter contato com professores e colegas; participar de eventos da universidade; conectar-se com profissionais da área no LinkedIn e participar de comunidades ou eventos de carreira.

Quanto mais cedo essa rede começa a ser construída, maiores são as chances de descobrir oportunidades antes mesmo de elas serem amplamente divulgadas.

4. Levar rejeições para o lado pessoal

Uma rejeição não significa incapacidade e passar ou não em processos seletivos envolve muitos fatores, como uma experiência específica; compatibilidade com a cultura da empresa e habilidades técnicas muito específicas.

Ou seja, reprovar em um processo seletivo não significa que você não é qualificado. Encarar as rejeições como parte natural da jornada ajuda a manter consistência na busca por oportunidades.

5. Não acompanhar o calendário de programas de trainee

Outro deslize comum entre recém-formados é não acompanhar o calendário de programas de trainee.

Esses programas são uma das principais portas de entrada para jovens profissionais que ainda estão explorando caminhos de carreira. Grandes empresas costumam abrir seleções estruturadas para recém-formados, oferecendo:

  • rotação entre áreas;
  • treinamento intensivo;
  • acompanhamento de liderança;
  • aceleração de carreira.

O problema é que esses processos seletivos costumam ter datas específicas de abertura, geralmente concentradas em determinados períodos do ano. Quem não acompanha esse calendário pode simplesmente perder a oportunidade de participar.

Por isso, fique atento nos principais portais de carreira, monitore plataformas de vagas e não deixe de participar de eventos universitários ou feiras de recrutamento.

Leia também: Quanto ganha um trainee em 2026?

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