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Ciberfeminismo, o movimento que quer mais mulheres nas carreiras de tecnologia

Por Redação, do Na Prática

Na busca por representatividade e respeito, mulheres que trabalham com tecnologia querem incentivar mais jovens brasileiras a terem uma carreira na área; movimento marcou a última Campus Party

A falta de mulheres nas disciplinas que compõe o chamado campo em inglês de STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática) deixa insones muitos defensores da igualdade de gênero.

O medo é que, conforme a economia mundial caminhe na direção de avanços tecnológicos que exigem tais conhecimentos e outros tipos de trabalho sejam automatizados ou rebaixados, a lacuna entre homens e mulheres só aumente.

Mas não se depender de movimentos como o ciberfeminismo, que busca trazer mais atenção e respeito às mulheres que trabalham com tecnologia e marcou presença na última Campus Party Brasil, que aconteceu entre 31 de janeiro e 5 de fevereiro, em São Paulo.

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As ciberfeministas promoveram eventos e workshops focados, incentivaram mulheres a investirem profissionalmente na área a falaram sobre a importância de mostrar que uma carreira em tecnologia é possível para ambos os sexos.

Liderança feminina na Campus Party

Um dos pontos das ativistas na Campus Party era destacar a importância de ter referências femininas que provem, especialmente para quem está começando, que existem exemplos para se inspirar.

“Muitas mulheres não têm um referencial dentro da tecnologia, isso desanima”, disse a programadora Daniela Palumbo, da Pylandies, que ensina programação Python para mulheres, ao jornal “Folha de São Paulo“. “A chave para elas saberem que é possível é ter um modelo em que se espelhar.”

É possível, sim. Atualmente, há uma série de mulheres no comando de grandes empresas tecnológicas, incluindo Sheryl Sandberg, chefe de operações e a segunda pessoa mais poderosa do Facebook, Ginni Rometty, CEO da IBM, e a brasileira Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil.

Para Paula, que se preocupa em criar políticas internas para corrigir esse desequilíbrio e lidera iniciativas pelo país como a campanha #MeninasPodemProgramar, saber programar virou uma habilidade profissional básica – e sua filha de 8 anos já está tendo aulas.

“É importante que o líder seja um exemplo das atitudes que acredita e defende”, disse ela. “Um líder precisa manter uma equipe diversa, e me refiro a experiência, gênero, perfil e idade, refletindo o mercado no qual atuamos para podermos entender melhor as demandas dos consumidores e clientes e gerar criatividade e inovação.”

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