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pessoa desenhando roda da vida com regua e papel

Roda da Vida: entenda a ferramenta de autoconhecimento para carreira e vida pessoal

Por Rafael Carvalho

Entenda como utilizar a Roda da Vida, um exercício simples que permite recuperar o equilíbrio entre o que é importante para você: trabalho, família, amigos, etc...

O nome soa exótico, mas o propósito é dos mais práticos possíveis. Muito utilizada em sessões de coaching, a Roda da Vida surge no papel como um círculo separado em partes e ajuda a criar um panorama pessoal e holístico de dado momento da sua vida. Com ela em mãos, é possível analisar problemas, elencar prioridades e traçar planos futuros para atingir um novo equilíbrio.

“É uma ferramenta simples, mas que pode oferecer insights profundos”, diz Stephanie Crispino, coach profissional. “Antes de mais nada, ela pergunta: como eu estou?”, resume. A seguir, veja como usar a Roda da Vida:

Roda da vida: primeiro passo

Desenhe um círculo separado em seis ou oito categorias importantes na sua vida. Família, Carreira, Finanças, Saúde, Espiritualidade, Educação, Amigos, Cultura e Amor são alguns exemplos de composição, mas a abordagem é maleável e permite a troca de acordo com o que cada indivíduo quer analisar. Do centro à borda circular, marque uma escala de zero a dez.

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roda da vida 1

Roda da vida: segundo passo

Com o círculo devidamente segmentado e identificado em mãos, pense em quanta atenção tem dado a cada fatia e faça um “x” na altura do número correspondente – mantenha-se proporcional ao zero no centro e dez na borda circular, para facilitar a visualização. Assim, cada categoria ganha uma nota indicando o quanto tem sido prioritária no seu dia-a-dia. 

Na categoria Lazer, por exemplo, pense: O tempo que você gasta com hobbies e atividades que te dão prazer e te relaxam é suficiente? Você aproveita momentos de lazer com qualidade? Já na categoria Trabalho e Carreira, avalie se o que você faz te traz satisfação, se é o que você gostaria de estar fazendo, se você gosta do seu ambiente de trabalho e sente que está se desenvolvendo.

Ao terminar de pontuar cada uma, ligue os pontos. O desenho final obtido é um panorama holístico do momento que você está vivendo. 

roda da vida

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Roda da vida: terceiro passo

Com o desenho pronto, o objetivo passa a ser refletir sobre ele e traçar um plano de ações para conquistar um equilíbrio mais satisfatório no futuro.

Em primeiro lugar, questione se o resultado te deixa feliz ou se gostaria que fosse diferente. Se for o caso, faça outras marcas que correspondam ao seu equilíbrio ideal, avaliando com o mesmo sistema de notas as áreas que quer tornar prioritárias e fazendo um segundo círculo. A diferença entre os dois quadros – presente e desejo – é onde há trabalho a ser feito.

É aí que começa o brainstorming de autoconhecimento: Quais pedaços têm as maiores notas? As mais baixas? Quais são áreas prioritárias nesse momento? Quais se afetam e de que maneira? A partir daí, é possível rever prioridades, criar projetos nas diferentes áreas e traçar planos de ação realizáveis e com metas. O resultado pode ser surpreendente.

Conselhos “A Roda da Vida permite que você se conscientize sobre as coisas, então aprofunde-se”, aconselha Stephanie. Ter um par também pode ajudar na manutenção das metas criadas. “Um amigo pode agir como um coach informal”, diz ela. Reavaliar periodicamente sua Roda da Vida é outra maneira de manter-se de olho no progresso. 

Origens O instrumento foi criado nos anos 1960 pelo americano Paul J. Meyer. De origem humilde, ele cresceu durante a Grande Depressão, foi paraquedista na Segunda Guerra Mundial e tornou-se milionário aos 27 anos, comandando duas seguradoras.

Sua combinação de motivação e persistência chamava a atenção, e Meyer viu ali outra oportunidade de negócios. Tornou-se um dos mais famosos palestrantes motivacionais do mundo e vendeu bilhões de dólares em livros e áudios. Ainda na ativa, ele aposta na motivação como primeiro passo do desenvolvimento de potencial.  

“Não importa quem você é ou qual é sua idade: se quiser conquistar sucesso permanente e sustentável, sua motivação precisa vir de dentro”, conta em uma de suas primeiras gravações, Personal Motivation. “Deve ser pessoal, ter raízes profundas e fazer parte de seus pensamentos mais íntimos.”

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