Um Projeto: Fundação Estudar

Fundação Estudar lança fundo de investimento anjo para apoiar projetos da rede

Por Redação, do Na Prática

O objetivo é estreitar a conexão entre a rede Estudar e criar oportunidade para gente boa transformar o Brasil por meio de iniciativas empreendedoras

O objetivo da Fundação Estudar, desde sua criação em 1991 até hoje, permanece o mesmo: criar oportunidades para gente boa agir grande e transformar o Brasil. Ao longo desses anos, no entanto, a organização vem ampliando o número de ações e projetos com esse propósito.

O que começou com a concessão de bolsas de estudos hoje também inclui cursos online e presenciais de carreira realizados no Brasil inteiro, portais de conteúdo gratuitos e um livro publicado! Ao longo desse caminho, o principal ativo acumulado foi uma rede de gente boa e engajada em melhorar o país.

Fomentar, nutrir e conectar essa rede tem sido um empenho contínuo da Fundação Estudar. A mais recente iniciativa nesse sentido é o recém-lançado FEAP (Fundação Estudar Alumni Partners), um fundo de investimento anjo que vai investir em empreendedores da rede, financiando empresas em estágio inicial e ajudando a viabilizar ideias com alto potencial de crescimento.

O intuito é conectar ainda mais essa rede, que envolve tanto os Líderes Estudar (antigo Programa de Bolsas) quanto os participantes e ex-participantes dos programas presenciais e demais pessoas envolvidas com a Estudar – e, claro, investir em seus projetos!

A inciativa do fundo surgiu da própria rede, e hoje é tocada pelos próprios membros. Renato Toledo, sócio-fundador da RCB Investimentos, é um dos Líderes Estudar que faz parte do comitê de investimentos do fundo – que já inciou a captação de recursos e está em fase de estruturação, embora também esteja de olho nos primeiros negócios para investir.

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“Na nossa visão, investimentos em early stage precisam ser baseados em dois grandes pontos: potencial do mercado e time de execução”, resume Renato. “A definição do escopo de investimento, que são empresas em fase inicial, está diretamente relacionada ao DNA da FE. Temos hoje uma rede de jovens com alto potencial, cultura bastante orientada a resultados e que acreditam na meritocracia como forma de organização de instituições privadas. Assim, conseguindo oferecer para eles capital e networking podemos criar as empresas líderes do amanhã”, explica.

Para ele, o bom empreendedor não é só aquele que tem uma boa ideia, mas também que sabe mapear riscos e escolher quais tomar: “Nem toda boa ideia é um bom investimento e compreender os riscos, ameaças e mapear bem o que pode dar errado muitas vezes é mais importante do que apresentar todas as oportunidades”. Além disso, ele três características essenciais em um bom empreendedor:

Resiliência: “Porque sempre será mais difícil do que o planejado”

Adaptabilidade: “Porque haverá momentos que os ventos bons irão mudar e será necessário encontrar novas formas de chegar ao destino”

Foco: “Porque o mais fácil é pensar em algo novo para “fugir” dos problemas reais, enganando-se que a nova ideia não apresentará novos obstáculos”

É preciso também saber aproveitar a jornada que é empreender. “vão se sobressair no longo prazo aqueles que “enjoy the ride” [curtirem a jornada] ao invés daqueles que acreditam que o prazer estará apenas em alcançar o objetivo”.

Além dele, o comitê conta mais cinco integrantes, dois com larga experiência no mercado financeiro, um empresário e dois jovens empreendedores. São eles Marcos Toledo (COO/CCO M Square), Julio Vasconcellos (fundador do Peixe Urbano), Patrick de Picciotto (BD/IR M Square), Mate Pencz e Florian Hagenbuch (fundadores da Printi).

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