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Mulher lendo no escritório

‘Desculpability’, uma barreira para a alta performance no trabalho

Por Rafael Carvalho

Desculpability é a habilidade de afastar de si a responsabilidade, culpando os outros ou as circunstâncias por aquilo que não saiu como esperava

Em texto publicado na Folha de São Paulo, o coach João Cordeiro defende que a maioria dos gestores brasileiros costuma extrair o desempenho máximo de seus times. Para ele, esses profissionais acabam perdendo a oportunidade de dar uma contribuição maior às empresas em que trabalham. “Além de não buscar a alta performance, acabam comprometendo os objetivos empresariais, o atingimento de metas e, por fim, os resultados operacionais e financeiros”, escreve.

Em tempos de crise e queda no consumo, ficar abaixo do potencial máximo de sua equipe é bastante preocupante para as companhias. “Empresas de alta performance resistem melhor à momentos de crise e saem mais rapidamente de situações difíceis”, explica o coach. Qual a solução? Ter gestores com a habilidade de pensar, agir como dono e gerar resultados excepcionais.

Essa habilidade, que destacará os melhores gestores dentro de uma companhia, ele define como accountability pessoal: “uma virtude moral, que leva o ser humano a evoluir a sua percepção da responsabilidade, encontrando oportunidades de deixar uma contribuição maior”. A notícia boa é que ela pode ser aprendida e aprimorada.

Por outro lado, o antivalor de accountability pessoal — a desculpability — é a principal inimiga da alta performance profissional. Trata-se da habilidade de afastar de si a responsabilidade, culpando os outros ou as circunstâncias por aquilo que não saiu como esperava. Para o coach, a desculpability é inata e instintiva: “nascemos prontos para nos proteger, defendendo-se das críticas”. Assim, é importante trabalharmos sempre para deixar de lado a desculpability e desenvolver ativamente a accountability pessoal. Pelo menos se quisermos nos destacar no mercado!

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“A accountability pessoal é a virtude que provoca as pessoas a pensarem, atuarem como donos, buscando sempre resultados excepcionais. Encoraja os indivíduos a assumir um papel protagonista ao invés de se comportarem como vítimas”, conclui. Protagonismo é um dos valores trabalhos no Laboratório e no LABx, programas de formação de lideranças do Na Prática. Quem ficou interessado pelo assunto pode ler a reportagem completa no site da Folha de São Paulo.

No vídeo a seguir, Ryochi Penna, da Fundação Estudar, fala sobre a importância do protagonismo e de assumir responsabilidades na carreira:

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