Um Projeto: Fundação Estudar

Bate-papo com Mauricio de Sousa

Por Cecília Araújo

De repórter policial a mais premiado autor brasileiro de quadrinhos

Quando criança, Mauricio de Sousa já desenhava e rabiscava em seus cadernos escolares. Cresceu em Mogi das Cruzes, embora tenha nascido em Santa Isabel – ambas no estado de São Paulo. Em sua adolescência, seus traços já ilustravam cartazes e pôsteres dos comerciantes da cidade.

Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), escrevendo reportagens policiais. Foi nessa época que criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu, e passou a publicar semanalmente uma série de tiras em quadrinhos no jornal.

Nos anos seguintes, Mauricio publicou seus primeiros tablóides e criou novos personagens: Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, entre outros. Em 1970, lançou a revista da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril. Anos depois, levou as revistas para a Editora Globo e, atualmente, está na Panini.

Nos últimos anos, Mauricio expandiu seu universo para diversos públicos. Um de seus mais recentes sucessos é a revista Turma da Mônica Jovem, na qual os personagens estão com cerca de 15 anos de idade. Sua tiragem supera 500 mil exemplares mensais. Também lançou o Graphics MSP, nas quais autores convidados reinterpretam seus clássicos personagens em seus próprios estilos, e o Mônica Toy, que aposta nos traços 2D, no estilo toyart, e em animações sem diálogos e bem-humoradas.

Hoje, as criações de Mauricio chegam a cerca de 30 países. No Brasil, suas revistas respondem por 86% das vendas do mercado: autor já alcançou o número de 1 bilhão de revistas publicadas. Aos quadrinhos, se juntam centenas de livros ilustrados, revistas de atividades, álbuns de figurinhas, DVDs, livros tridimensionais e até livros em braile, além de produtos licenciados.

Em 1998, Mauricio recebeu do presidente Fernando Henrique Cardoso a medalha dos Direitos Humanos, pela sua capacidade de ensinar, orientar e informar de forma leve e bem-humorada. Já a Universidade Braz Cubas concedeu ao autor o título de Professor Honoris Causa, pela criação de histórias e personagens que povoam o imaginário de crianças e adultos.

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