Um Projeto: Fundação Estudar

Bate-papo com Marcelo Tas

Por Cecília Araújo

A arte de usar o humor para falar de assuntos sérios

Marcelo Tas é um dos jornalistas mais reconhecidos do Brasil. Nascido em Ituverava, no interior de São Paulo, estudou em escola pública até os 15 anos, quando entrou na EPCAR – Escola Preparatória de Cadetes do Ar, da Aeronáutica. Lá passou três anos, aproveitou a oportunidade para viajar pelas cinco regiões brasileiras e quase se formou piloto. Depois dessa experiência, foi para a capital paulista estudar Engenharia na Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo, onde se formou em 1982.

Foi na Poli onde surgiu seu interesse pela área de Comunicação, quando começou a editar um jornal estudantil que misturava humor e política – combinação que dá o tom a grande parte de sua carreira. Ainda na USP, estudou Jornalismo na ECA – Escola de Comunicações e Artes, mas não chegou a se graduar. Ao lado do diretor Fernando Meirelles e outros entusiastas do audiovisual, criou a produtora Olhar Eletrônico, que durou quatro anos.

Nunca atuou como engenheiro. Depois de formado, ganhou uma bolsa da Comissão Fullbright para estudar na New York University, onde realizou especializações em Cinema e Televisão e em Multimídia e Novas Tecnologias, tendo como professores Martin Scorcese e Francis Ford Coppola.

Na TV brasileira ficou conhecido pelo personagem Ernesto Varella, que durante os anos 1980 abordava de maneira irreverente os políticos da redemocratização. Ainda atuou como diretor e roteirista de programas premiados internacionalmente, como o Rá-Tim-Bum (onde interpretava o estereotipado Professor Tibúrcio) e o Castelo Rá-Tim-Bum (era Telekid, que respondia sempre “porque sim não é resposta”). Durante 1.140 edições foi diretor de criação do Telecurso, programa de educação à distância veiculado pela Rede Globo. Desde 2008 é apresentador do CQC – Custe o Que Custar, na Rede Bandeirantes.

Na mídia impressa, foi colunista e colaborador da Folha de São Paulo, d’O Estado de São Paulo, da revista Trip e de outros veículos. Foi âncora e colunista de diversas rádios e desde 2003 mantém o Blog do Tas, um dos mais premiados do país. Publicou em 2011 o livro ‘É rindo que se aprende’, no qual é entrevistado pelo jornalista Gilberto Dimmenstein. A receita obtida com o livro foi doada para a ONG Casa do Zezinho, onde Tas realiza trabalho voluntário.

Este ano, divulgou carta aberta na qual anunciava sua saída do CQC e envolveu-se no debate sobre transexualidade ao falar de seu filho transgênero Luc em rede nacional. Está bastante ligado aos temas de educação, liberdade de expressão e linguagens (participou da criação do Museu da Língua Portuguesa).

No bate-papo com o Na Prática, ele falará sobre carreira, decisões profissionais e motivação.

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