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Bate-papo com Fábio Porchat

Por Cecília Araújo

Fábio Porchat: o humorista que abandonou a faculdade de Administração para seguir carreira de ator

Um dos nomes mais conhecidos do humor brasileiro atual, Fábio Porchat foi uma criança extrovertida e sempre teve uma queda pela comédia. Ao precisar escolher uma profissão, porém, optou por uma carreira tradicional: cursou dois anos de Administração e Marketing na ESPM (SP).

Foi com a turma de faculdade que participou da plateia do Programa do Jô, em 2002. Levou no bolso alguns rascunhos de texto – adaptações que fazia dos personagens Rui e Vani, interpretados por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães no seriado “Os Normais” – na esperança de entregá-los ao apresentador no intervalo das gravações. Para sua surpresa, foi convidado a encenar os textos no palco e, com a reação positiva da plateia, decidiu ali, aos 19 anos, seguir carreira de ator.

Nascido no Rio, mas vivendo em São Paulo desde pequeno, Fábio abandonou o curso na ESPM e mudou-se de volta para a capital fluminense. Lá, formou-se pela Casa de Artes das Laranjeiras – CAL, um ambiente propício para o exercício da sua criatividade. O também comediante Paulo Gustavo, de “Minha Mãe é uma Peça”, estava na sua turma e, juntos, os dois montaram o espetáculo “Infraturas”.

Após assistir a uma apresentação da dupla, Maurício Sherman, diretor do programa “Zorra Total”, convidou Fábio para integrar sua equipe de roteiristas. Ele topou e, na Globo, acabou colaborando também com o roteiro dos programas “Os Caras de Pau”, “Junto&Misturado”, no qual ao mesmo tempo atuava, e “Esquenta”, com Regina Casé. Seu contrato, porém, garantia liberdade para participar de outros projetos.

Na TV fechada, foi apresentador dos programas “De Perto Ninguém é Normal”, no GNT, e “Tudo Pela Audiência”, no Multishow, ao lado de Tatá Werneck. Neste canal também estrelou com a colega Miá Mello a série “Meu Passado Me Condena”, adaptada para o cinema, em 2013, e para os palcos, em 2014. Entre outros trabalhos nas telonas, escreveu os diálogos e atuou no sucesso de bilheteria “Vai Que Dá Certo”, dirigido por Mauricio Farias.

Paralelamente, sempre esteve no teatro. Escreveu diversas peças, como “Velha é a Mãe”, encenada por Louise Cardoso e Ana Baird, e “O Crítico”, Prêmio do Júri Popular no Salão Carioca de Humor, em 2006. No mesmo ano, foi convidado a participar do primeiro grupo de comédia stand-up do Brasil, “Comédia em Pé”, que integrou até 2011. Desde 2009 está em cartaz com seu solo “Fora do Normal”.

Em 2012, fundou com os colegas Ian SBF, Gregório Duvivier, João Vicente de Castro e Antônio Tabet a produtora Porta dos Fundos, cujo canal no YouTube tornou-se um fenômeno de audiência e crítica, com mais de 2 bilhões de visualizações. Lá, sua versatilidade e efervescência criativa são bem utilizadas: escreve, dirige, atua e produz vídeos que, como ele, não tem medo de abordar temas polêmicos.

De certa forma, Fábio Porchat é, sim, um administrador: workaholic assumido, tem a responsabilidade de gerenciar sua criatividade hiperativa e organizar seu tempo entre os diversos projetos que escolheu como carreira. Entre eles, está o “Porta Afora”, programa de viagens comandado por ele e gravado na sala da sua casa, e um longa-metragem com estreia prevista para 2016.

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